domingo, 26 de janeiro de 2014
Baseado em fatos (reais).
As melhores histórias já contadas são aquelas que realmente aconteceram.
Aquele filme de terror assusta muito mais quando ouve dizer que os espíritos fizeram aquilo de verdade.
O drama de superação arranca muito mais lágrimas se você souber, também, que pode encontrar o protagonista do filme apenas pegando um avião e voando para perto de sua casa.
O livro sobre o cachorro travesso que morre no final te emociona ainda mais quando você lê na capa que alguém verdadeiro realmente pegou aquele cachorro no colo e afagou os pelos de suas costas (isso, claro, antes dele sair correndo para fechar uma praia).
E não é entusiasmante ler sobre a história da vida de um artista sabendo que pode ir assistir a um show dele na primeira oportunidade que tiver?
Todos esses exemplos mostram que uma das melhores formas de apreciar uma história é sabendo que ela é real, ou ao menos adaptada de uma história real.
Um dos modos mais eficazes de saber quando um filme ou livro deriva de algo verídico é obtendo a informação da própria obra, por uma capa do material ou através de um trailer.
Por exemplo, no caso das capas dos filmes Fuga de Sobibor e Escritores da Liberdade, e do livro O Trem.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Top V - Ex-BBBs que você não lembra.
O Big Brother Brasil 2014 começou há menos de um mês e já está dando o que falar (mesmo entre os que não assistem). Desde o viral do rapaz musculoso explicando como funciona um touchpad , e até o vídeo de um outro rapaz musculoso (Ou o mesmo, pouco me importo) exibindo seu pênis durante um banho.
E ao ver tantos rostos anônimos em busca de dinheiro e fama, chega até a ser triste lembrar que todos eles levarão ao menos uma pequena quantia de dinheiro...e possivelmente nenhum levará uma fama de verdade.
Assim, pense em todos os outros ex-BBBs dos quais você não lembra. E pensa nos que você lembra, também.
Alguns sumiram e outros ficaram marcados por sua personalidade forte.
Mas muitos deles deram sorte, e hoje levam uma vida pública tão badalada e movimentada que você nem se lembra que estes também foram um dos quatorze (e agora vinte) anônimos em busca de um milhão de reais.
Entre atores, artistas, jornalistas e até mesmo personagens da ficção que passaram pelo programa, acompanhe esse top V.
V - Jean Wyllys
Sendo ao menos um pouco bem informado, chega a ser óbvio afirmar que você conhece esse rosto.
Hoje em dia, Wyllys é deputado federal e o político que mais fica em destaque quando o assunto se trata de defender as causas e direitos dos homossexuais.
Homossexual assumido, já teve debates (onde a massa sempre esteve do seu lado) contra os comentários homofóbicos dos políticos Marco Feliciano e Jair Bolsonaro e o líder religioso Silas Malafaia. Formado em jornalismo e letras, o deputado já publicou três livros; "Aflitos", "Tudo Ao Mesmo Tempo Agora" e "Ainda me lembro". Este último, relatando suas experiências vividas na época em que estava confinado na casa do reality show Big Brother Brasil 2005, onde foi vencedor e provou que pessoas de alto nível moral e intelectual também podem participar do reality show de tão má fama nos dias atuais.
IV - Grazi Massafera.
Sendo nos dias de hoje uma atriz muito famosa, Grazi surpreende muitos por ser tão linda e também talentosa.
Tendo começado com papel quase insignificante na novela Páginas da Vida, Grazi evoluiu ao ser protagonista de Negócio da China, vilã ninja de Tempos Modernos e também protagonista em Flor do Caribe. Por serem novelas globais, podem até achar que seus dotes de beleza sejam maiores que seus dotes artísticos, e isso não é verdade.
Mesclando boa atuação com sensualidade, conseguiu papeis na série As Cariocas, ser dubladora em O Mar Não Está Pra Peixe e até conseguiu interpretar Maria Madalena em uma peça de teatro bíblica.
Duvide ou não até de sua fidelidade no seu recém-acabado relacionamento com o galã Cauã Reymond, mas não de seu talento cênico.
Pois não é qualquer um que mantém fama após ter saído do Big Brother Brasil 5, sem nem ter vencido (sendo que essa edição foi vencida por Jean Wyllys).
III - Sabrina Sato
Essa você conhece, sem sombra de dúvidas.
Seja das propagandas da Riachuelo, da música É Verdade, da época em que foi dançarina do Faustão, de suas reportagens de cunho humorístico forçado nos programas Pânico na Band e Pânico na TV....ou até mesmo da vez, em 2003, quando foi participante do Big Brother Brasil.
Com uma burrice forçada e sensualidade inocente também forçada, Sato é famosa por seu sotaque de Petrópolis e sua ausência de talentos artísticos.
Se não a conhece do Pânico ou de seus ensaios sensuais (onde a mesma parece uma paquita), impossível de conhecê-la do Big Brother Brasil, já que (daquela edição) até o vencedor Dhomini (ex-namorado da japonesa) voltou a ficar pobre e a se recolher no anonimato.
II - Tuco
Não, o Lúcio Mauro Filho não participou do Big Brother Brasil....e sim o seu personagem mais famoso = Tuco, o Artur Silva do seriado global, que está no ar há mais de dez anos, A Grande Família.
Acontece que desde o início do seriado, o personagem Tuco sempre esteve em busca da fama (sendo que recentemente até chegou a ser, dentro da ficção,ator do Zorra Total).
Como todo brasileiro neurótico em busca de fama, Tuco entrou para o Big Brother Brasil na quinta temporada do seriado, onde era motivo de brigas na casa por ser relaxado e preguiçoso.
Como um bom estrategista, Tuco revela ser gay como modo de cativar o público com seu carisma homossexual....mas hétero como é, não resistiu e partiu pra cima de uma das garotas.
Tendo seu segredo hétero revelado, foi odiado pelo público e expulso do reality na semana seguinte.
I - Rolo
Finalmente, o grande motivo deste texto estar incluído também na categoria de quadrinhos.
Rolo, o personagem da Turma da Mônica que é adolescente muito antes da turma toda ser, também sempre foi hippie, mulherengo, exibido e louco por fama e grana.
Assim sendo, se inscreveu e entrou para o BBB (na historinha chamado de Big Bonde Brasil). Porém, diferente de Tuco, não chegou nem perto de vencer a competição.
Sendo relaxado, preguiçoso e desleixado, foi chamado de nojento ao coar café com uma meia...e logo foi retirado da casa.
Esses eram os bons tempos (Ou apenas menos ruins) deste reality, que hoje em dia é considerado por muitos como sinônimo de falta de cultura ou QI baixo, quando na verdade é apenas um programa de TV. Inclusive, um programa de TV cujo apresentador é um dos cérebros mais desenvolvidos do Brasil.
O conteúdo pode até ser deplorável, e os participantes ainda mais...mas vale SIM a pena lembrar que foi do BBB que retiraram um político inspirador, uma atriz em potencial, uma comediante irritante, e dois personagens ficcionais muito queridos pelo público (quando lembrados).
E nos dias de hoje, o argumento mais inteligente do programa...continua sendo a música tema.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Dez Respostas - O Grinch
O Natal se aproxima e, como de costume, o Literatura do Guimarães se adéqua a época e um texto temático surge. Quando o blog era mais informativo, o texto de Natal era uma biografia do Papai Noel. No ano passado, quando eu tava mais filosófico saiu todo um artigo sobre pessoas que odeiam o Natal.
Como nesse ano eu (e o blog, por consequência) estão MUITO mais cinéfilos e nostálgicos, nada mais justo que falar de um dos personagens do Natal que eu mais gosto (e do meu filme natalino favorito): O Grinch.
Se você o conhece -é quase certeza que conhece- com certeza é por causa do filme de 2000, dirigido por Ron Howard (diretor que adora adaptar livros do Dan Brown para o cinema) e estrelado pelo nosso tão adorado Jim Carrey.
No filme de 2000, conhecemos o Grinch; Uma criatura verde e peluda que detesta o Natal, diferente de todo o resto da cidade em que mora...com exceção da pequenina Cindy Lou Quem, que mesmo gostando do Natal não consegue entender seu real significado. Com um roteiro imaginativo, divertido e incrementado pelas expressões faciais de Jim Carrey, os dois personagens preenchem, uns nos outros, o que faltam em seu coração.
Sem mais informações e curiosidades aqui, começa uma pequena sessão com dez respostas e curiosidades sobre este filme e também toda obra relacionada a este icônico personagem natalino.
Como nesse ano eu (e o blog, por consequência) estão MUITO mais cinéfilos e nostálgicos, nada mais justo que falar de um dos personagens do Natal que eu mais gosto (e do meu filme natalino favorito): O Grinch.
Se você o conhece -é quase certeza que conhece- com certeza é por causa do filme de 2000, dirigido por Ron Howard (diretor que adora adaptar livros do Dan Brown para o cinema) e estrelado pelo nosso tão adorado Jim Carrey.
No filme de 2000, conhecemos o Grinch; Uma criatura verde e peluda que detesta o Natal, diferente de todo o resto da cidade em que mora...com exceção da pequenina Cindy Lou Quem, que mesmo gostando do Natal não consegue entender seu real significado. Com um roteiro imaginativo, divertido e incrementado pelas expressões faciais de Jim Carrey, os dois personagens preenchem, uns nos outros, o que faltam em seu coração.
Sem mais informações e curiosidades aqui, começa uma pequena sessão com dez respostas e curiosidades sobre este filme e também toda obra relacionada a este icônico personagem natalino.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Por que ninguém se importa com a Mulher-Maravilha?
Hoje em dia, o cinema está dominado.
Quem antes dominava esse cenário tão amplo agora aparece de vez em quando. Tarantino lança um filme há cada dois anos, J.J. Abrams assume duas franquias que (mesmo quebrando recordes de bilheteria) não caem na boca do povo e Steven Spielberg está dormindo há tanto tempo que é quase impossível dizer que ainda é um dos melhores cineastas conhecidos.
O cinema agora é deles - Os super-heróis. Seres extremamente poderosos que usam capas, ceroulas, armaduras, artefatos mágicos ou apenas sua grande vontade de combater o crime ou, muitas vezes, de obter vingança.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Robocop, por favor.
Em 1987, era lançado um filme diferente.
Enquanto filmes sobre robôs heróis e filmes sobre policiais eram coisas completamente diferentes, o diretor Paul Verhoeven (também responsável por Vingador do Futuro) resolveu unificar tudo isso...e ainda adicionar pitadas leves (Ou não) de metáfora, crítica social e violência sem escrúpulos.
Assim nasceu Robocop, filme vencedor do Oscar, do Prêmio Saturno e do Festival de Cinema Fantástico de Avoriaz.
E agora, vinte e seis anos após todos aqueles prêmios, os executivos resolveram refazer o filme. Isso sim é coisa feita pra deixar um fã de ficção delirando! Um filme antigo e excelente refeito agora com efeitos especiais melhores, maior orçamento para atores e roteiristas...e o melhor de tudo é que o diretor escolhido para tomar conta deste novo Robocop é ninguém menos que José Padilha (diretor de Tropa de Elite), o cara que melhor sabe retratar um policial.
O pensamento de todos foi, desde o começo, que nada poderia sair errado. Robocop é o tipo de coisa que não poderia ser estragada. O personagem é indestrutível, assim como toda a mitologia construída em volta de si....e nada de ruim pode surgir a partir do Robocop.
Era o que todos pensávamos. Mas saiu o primeiro trailer.
E aí começaram os problemas.
Enquanto filmes sobre robôs heróis e filmes sobre policiais eram coisas completamente diferentes, o diretor Paul Verhoeven (também responsável por Vingador do Futuro) resolveu unificar tudo isso...e ainda adicionar pitadas leves (Ou não) de metáfora, crítica social e violência sem escrúpulos.
Assim nasceu Robocop, filme vencedor do Oscar, do Prêmio Saturno e do Festival de Cinema Fantástico de Avoriaz.
E agora, vinte e seis anos após todos aqueles prêmios, os executivos resolveram refazer o filme. Isso sim é coisa feita pra deixar um fã de ficção delirando! Um filme antigo e excelente refeito agora com efeitos especiais melhores, maior orçamento para atores e roteiristas...e o melhor de tudo é que o diretor escolhido para tomar conta deste novo Robocop é ninguém menos que José Padilha (diretor de Tropa de Elite), o cara que melhor sabe retratar um policial.
O pensamento de todos foi, desde o começo, que nada poderia sair errado. Robocop é o tipo de coisa que não poderia ser estragada. O personagem é indestrutível, assim como toda a mitologia construída em volta de si....e nada de ruim pode surgir a partir do Robocop.
Era o que todos pensávamos. Mas saiu o primeiro trailer.
E aí começaram os problemas.
domingo, 22 de setembro de 2013
Quadrinhos - Chico Bento Moço Nº 1
Quando foi anunciado que a nossa amada e conhecida Turma da
Mônica passaria pela singela mudança de que finalmente deixariam de ter seis
anos para virarem adolescentes (ou jovens), toda a população do Brasil
simplesmente vibrou.
Os mais leigos no assunto alegavam que seria fofo ver os
personagens que os ensinaram a ler vivendo novas situações que não enfrentaram
antes devido a sua pouca idade.
Os mais rebuscados em linguagem (como eu) alegavam que a
Turma da Mônica Jovem seria uma ótima ideia por alguns fatores:
- As crianças que liam Turma da Mônica quando tinham seis
anos, agora tem dezesseis anos e vão voltar a acompanhar a vida dos personagens
que deixaram de acompanhar (possivelmente) por terem "crescido".
- Mauricio de Sousa é um gênio que pode criar histórias
sobre qualquer tipo de tema. Porém, o fato da Turma da Mônica ser criança o
limitava. Agora, a turma jovem abriria um grande leque de assuntos não tratados
como drogas, sexo etc.
- Ninguém pode negar o quão interessante é a ideia de vermos
nossos ícones de infância crescidos e fazendo referências a animes e mangás.
Além de estarem em um novo estilo de quadrinho.
- E por ultimo, mas não menos importante, a infinidade de
personagens principais (Cebolinha, Cascão Magali etc) e secundários (Titi,
Jeremias, Franjinha) na Turma impediria a temida falta de assunto pra ser
abordado e também causaria a grande diversidade de material que o público
poderia ter em mãos.
Mas se, por um lado, Turma da Mônica Jovem obteve tanto
incentivo dos fãs Chico Bento Moço ( a versão crescida da turma da roça, também
do Mauricio de Sousa) foi uma ideia muito rejeitada pelos fãs quando anunciada.
Muita gente reclamou que Mauricio de Sousa e sua equipe estavam querendo encher seus bolsos de dinheiro. Eles com certeza estão. Mas não é apenas isso.
Chico Bento Moço claramente não é apenas uma repetição do que fizeram com Turma da Mônica Jovem. Claro que o conceito de "eles cresceram" é o mesmo (até vemos uma referência a esta frase na capa acima), mas o conteúdo por trás (ou por dentro) deste conceito se altera bastante.
Pra começar, há um motivo para que o nome seja Chico Bento Moço e não Chico Bento Jovem. O tipo de realidade que será tratada em Chico Bento Moço será uma realidade totalmente diferente da de TMJ.
Enquanto Cebolinha (o principal personagem masculino de TMJ) tem 15/16 anos e se preocupa em como conquistar a Mônica, Chico tem dezoito anos de idade e seu maior problema é enfrentar a vida na cidade e encarar a faculdade de agronomia. Um assunto tao diferente das referências a animes de TMJ que não poderia ter um nome como "Chico Bento Jovem". Este título faria parecer com que fosse tudo farinha do mesmo saco. E não é.
Chico Bento não é jovem, Chico Bento agora é moço!!
Outra queixa do público foi que o universo de Chico Bento não era rico e extenso o suficiente como o da TMJ para que houvesse exploração de conteúdo sem o risco de desgastar os personagens.
Mas eu contrario esta ideia. Acho até que o universo de Chico Bento tem mais a oferecer do que o da Turma da Mônica. Enquanto a galera do Bairro do Limoeiro vive na mesma cidade de antes enfrentando novos tipos de aventuras, a turma da Vila Abobrinha tem a possibilidade de enfrentar novas situações com o passar da idade mas também levam vantagem em um quesito = O ambiente também é diferente do qual estávamos acostumados, criando mais personagens e ainda dobrando o número de possíveis novas aventuras.
E, por falar em universo explorado, pode-se comentar que todo o potencial do Universo Chico Bento foi aproveitado. Pelo menos, na primeira edição, vemos referências a muitas coisas que conhecíamos dos gibis em que o Chico ainda era criança. Algumas são aparições de personagens e menções claras, outras já exigem um pouco mais de atenção (e conhecimento sobre a turma) para serem captadas.
Por exemplo, as principais referências encontradas na primeira edição de Chico Bento Moço se encontram na lista abaixo, por ordem de aparição:
![]() |
| A aparição mais bonita da revista. |
1 - Primeiramente, aparece Chico falando no seu clássico idioma ; O caipirês, enquanto conversa com sua amiga de infância, a vaca Maiada.
2 - Enquanto Chico parte em direção a cidade de Nova Esperança para realizar uma prova, ele se lembra das pessoas que o apoiam. As presentes (enquanto abraça seu pai), as distantes (sua mãe rezando com velas e um terço) e as ausentes. Se tratando dos ausentes, Chico olha para o céu e observa uma estrela. De primeira vista, pode ser apenas uma estrela. Depois de melhor analisado, lembramos que aquela estrela pode ser a pequena Mariana, protagonista da historia "Uma Estrelinha Chamada Mariana", irmã mais nova do Chico que morreu ainda bebê e chegou a aparecer algumas vezes em forma de estrela para ajudar Chico e que, como mostrado na imagem acima, nunca o abandonou.
3 - Chico e Zé Lelé fugindo de um exame de abelhas e pulam em um rio, assim como faziam na infância quando fugiam dos tiros de sal disparados pelo Nhô Lau.
4 - Uma onça (o recorrente monstro que assombrava a turma quando criança) aparece e o pobre do Zé Lelé grita por socorro de um modo peculiar. "Oia a onça!". Quem se lembra dos antigos VHS com o filme do Chico que tenha este chamado como título.
5 - Ao entrar na sala da Diretora Marocas (sua antiga professora) a turminha assume imagem de crianças aos olhos da mulher, o que nos passa uma bela sensação de nostalgia.
6 - Dois personagens clássicos aparecem. Primeiramente, o padre Lino da Vila Abobrinha dizendo para Chico que a fé move montanhas. Logo em seguida, o primo urbano de Chico, o Zeca, conversa com o pequeno caipira pelo telefone, mostrando que apenas mudou em tamanho e idade.
7 - Enquanto se despede de seu pai, Chico abraça também a galinha Giselda, seu favorito animal de estimação.
8 - Um conhecido antigo do Chico aparece. Nhô Lau , que antigamente perseguia os garotos que roubassem suas goiabas, agora presenteia o rapaz com um saco cheio de suas goiabas.
9 - Provavelmente, o personagem que mais vibrei quando o reconheci na revista. Andando pela mata, Chico Bento encontra um homem negro e misterioso pedindo por fumo e que, também misteriosamente, some em um redemoinho. Revelando, assim, ser o Saci Pererê...personagem protagonista das historias que Chico ouvia de sua Vó Dita, que o encontra logo em seguida.
A única coisa que realmente daria motivos para os leitores reclamarem de Chico Bento Moço é o fato de terem sensualizado o pobre do Chico. Podemos aceitar que o público agora é outro e que mudanças são aceitas na aparência dos personagens. Mas sensualizar o personagem que conhecíamos por sua ingenuidade e molecagem é quase inaceitável. Já colocá-lo sem camisa em três quadrinhos da página para que adolescentes histéricas gritem lendo, isso sim é inaceitável.
Porém, de resto, a revista parece bem completa. Claro que esta é apenas a primeira ediçao, então nem podemos tomar nenhuma conclusão precipitada. Pode ser, claro, que quando o Chico finalmente chegar na cidade de Nova Esperança o roteiro se modifique e se distancie muito do que estamos esperando...gerando assim uma decepção.
Mas se tudo for como na primeira ediçao, parece que Chico Bento Moço será uma ótima revista para colecionar. O que nos resta é esperar e torcer pra que nos próximos meses, tenhamos material semelhante aos clássicos, como esse:
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