terça-feira, 28 de agosto de 2012

Moinhos de vento e piolhos com chifres.

Quem acompanha este blog sabe que, vez ou outra, é publicado algum texto cujo tema seja a língua portuguesa. Alguns textos explicam regras gramaticais, diferenças entre palavras de significado parecido, quando usar e não usar certos termos etc.
Mas, pelo fato desse blog se centrar em literatura, livros e muitos outros temas da cultura pop, significa que os textos daqui não podem se centrar apenas no que vem do Brasil. Assim sendo, a língua inglesa (que eu estudo há quase três anos), também pode ser discutida e explicada aqui no blog.
Mas aí chegamos a um impasse. A categoria em que são postados os textos sobre a língua portuguesa se chama Língua de Camões. Até onde sabemos, Camões não falava inglês. Ou seja, não seria adequado publicar textos referentes a língua inglesa em algo que tivesse "Camões" no nome.
Por outro lado, também não seria uma boa escolha criar uma nova categoria apenas para textos sobre a língua inglesa, já que este blog já possui um grande número de categorias, sendo que algumas quase não são utilizadas e atualizadas frequentemente.
Então, entre o ruim e o pior, escolhi o ruim. E os textos referentes a qualquer idioma ( seja ele inglês, português, galês, klingon etc.) serão postados em Língua de Camões.
Chega de blá blá blá, vamos direto ao texto.



No idioma inglês, como em qualquer outro idioma que possa ser estudado e dominado pelo ser humano, existem várias expressões. 
Algumas das expressões não tem muita diferença das nossas como "I have no idea" ( Não faço ideia), "to have a talk" (ter uma conversa) e "to shampoo" (lavar o cabelo com shampoo). 
Porém, outras expressões são bem diferentes das nossas. "Once in a blue moon", que traduzida literalmente significaria "uma vez na lua azul", tem o mesmo significado que "uma vez na vida e outra na morte" para nós. "Go to fly a kite", que traduzida literalmente seria "vá empinar pipa", tem o mesmo significado que "vá catar coquinho" na língua portuguesa. Ou seja, a língua inglesa, como todos os outros idiomas, tem coisas fáceis de serem traduzidas e outras nem tanto.

Uma expressão em inglês bem bacana e curiosa é "to tilt at windmills", que significaria "lutar contra moinhos de vento". O significado real dessa expressão é lutar contra oponentes imaginários, ver problemas onde não existem etc. A expressão em português equivalente a essa seria "procurar chifre na cabeça de piolho". 

Agora, a pergunta é "Por que moinhos de vento? Eles são reais, não são oponentes imaginários ou problemas inexistentes...não faz sentido. Da onde vem esse to tilt at windmills?".
Eis a resposta: 


Segundo estudos, o livro mais lido no mundo (depois d'A Bíblia) é a obra "Dom Quixote" do escritor espanhol Miguel de Cervantes.
Dom Quixote, o personagem principal da obra, era um senhor em seus cinquenta anos de idade já havia lido muitos romances de cavalaria e, cheio de imaginação, passou a acreditar que ele mesmo fosse um cavaleiro. Com uma armadura enferrujada e montado em um cavalo decrépito chamado Rocinante (que Dom Quixote, em sua insanidade, acreditava ser um alazão), Dom Quixote sai em busca de aventura. Mais tarde, consegue um ajudante chamado Sancho Pança, um gordo covarde montado em uma mula. 
Durante suas caminhadas, Dom Quixote, tomado por sua loucura, viu alguns moinhos de vento e os confundiu com gigantes, partindo assim para a batalha (que tecnicamente perdeu) contra moinhos de vento inofensivos. Esse trecho inteiro e detalhado da história de Dom Quixote pode ser encontrado neste link. 
Ou seja, Dom Quixote lutou contra moinhos de vento. Dom Quixote was the first man who tilted at windmills. Literally.

Para um bom conhecedor da história de Dom Quixote e do significado desta expressão, "to tilt at windmills" não é um grande enigma para ser traduzido, já que as pessoas que praticam o ato de lutar contra moinhos de vento (ou procurar chifre na cabeça de piolho, traduza como preferir) recebem o nome de "reformadores quixotescos". 

O maior enigma não é entender essa expressão. O grande desafio deve ser para os americanos que estudam a língua portuguesa.
O pensamento deles deve ser:
- What the hell  does "procurar chifre na cabeça de piolho" mean? 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Um filme da Liga da Justiça não é uma boa ideia.

Entre os cinéfilos (como eu) e os leitores de quadrinhos (como eu) já não é novidade que seremos presenteados com um filme da Liga da Justiça, este que poderá ser dirigido por Ben Affleck (ator de Pearl Harbor e Demolidor). Um filme da Liga da Justiça não seria nem ao menos divertido se não tivesse personagens como Super Homem, Batman, Lanterna Verde, Mulher Maravilha e Flash, assim como o filme Justice League of America foi um grande fiasco sem boa parte destes personagens.
Algo que também não é novidade é que a DC Comics vive tentando pegar carona no sucesso da Marvel (uma prova disso foi quando a Marvel lançou o primeiro casamento entre dois personagens gays e a DC anunciou, logo em seguida, que o primeiro Lanterna Verde, Alan Scott, era homossexual). Tanto que, pouco antes da estreia de Vingadores, a Warner anunciou a probabilidade de um filme da Liga, e depois que Vingadores estreou e conseguiu aprovação de noventa por cento da crítica e arrecadou tantos milhões de dólares, a Warner logo confirmou que um filme da Liga da Justiça seria desenvolvido.
Isso logo dá dois deveres aos produtores do filme da Liga.
Primeiro dever: O filme precisa ser bom, os DCnautas já estão cansados de só filme do Batman ser bom e vários filmes ruins surgirem (como Lanterna Verde, Batman & Robin e Mulher-Gato). Lançar um filme que levante tantas expectativas assim e que seja ruim quebraria as pernas da DC e diria "Pronto, DC está proibida de lançar grandes produções a partir de agora."
Segundo dever: Ser, pelo menos, tão bom quanto Vingadores. Já que o filme da Liga é uma mera consequência do sucesso de Vingadores, nada mais justo para os fãs do que ter pelo menos a qualidade igualada com este.
Mas, se pensar bem, não é tão fácil assim fazer um filme desses dar certo e se "dar certo" é uma tarefa semi-impossível, é melhor nem tentar. Os motivos vem a seguir.

Quando se lança um filme "de equipe", sendo de super-heróis (como Vingadores) ou não (como Mercenários), é necessário que todos os personagens se relacionem bem, é necessário que todos os personagens estejam na mesma sintonia para que o filme possa ter um único ritmo, sem ser uma mistura/mudança repentina de gêneros (igual a filmes terríveis como Hancock).
O filme dos Vingadores foi, tecnicamente, anunciado em uma cena pós-créditos do Homem de Ferro. A partir deste momento ficou claro que o protagonista dos Vingadores seria, sem dúvida nenhuma, o Homem de Ferro e, consequentemente, o filme todo, assim como seus personagens, deveriam seguir o ritmo do Homem de Ferro que era um ritmo animado, divertido, com bastante humor.
Após isso vieram os outros filmes dos outros Vingadores, como O Incrível Hulk (2008), Homem de Ferro 2 (2010) Thor (2011) e Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), todos seguindo o padrão divertido, com ação e humor (com exceção do filme do Hulk, que foi o primeiro a ser lançado).
Seguindo o exemplo do primeiro filme do Homem de Ferro, os outros tiveram todos um alívio cômico e muita, muita ação.
Isso deixou um padrão de personagens e personalidades:

 Hulk = Tenso.
Homem de Ferro = Divertido.
Thor = Divertido
Capitão América = Divertido.
E isso tornou os outros Vingadores (Viúva Negra e Gavião Arqueiro) divertidos por consequência, já que foram "brindes" dos filmes do Thor e do Homem de Ferro 2.

Ou seja, a Marvel tinha três opções.
Primeira opção: Lançar o filme dos Vingadores sem o Hulk, por ele estar fora da vibe dos outros personagens.
Segunda opção: Se arriscar e lançar um filme todo divertido com apenas um personagem tecnicamente dramático, fazendo um contraste terrível.
Terceira opção: Lançar o filme totalmente divertido, criando uma nova personalidade para o Hulk apagando quase que totalmente qualquer vestígio que o último filme do Hulk pudesse ter deixado.
A opção escolhida foi a terceira, e mudaram totalmente o Hulk, desde personalidade até ator e feições gráficas (baseadas nas feições do ator Mark Ruffalo). Quem assistiu o filme sabe que a mudança foi necessária e certeira. O contraste de um personagem tenso seria muito ruim para um filme onde tudo é colorido e diversão. A adaptação do Hulk para o "Universo Homem de Ferro" foi ótima e um dos pontos cruciais para que o filme fizesse sentido.

 Agora, uma possível pergunta seja : "Mas o que tudo isso tem a ver com o filme da Liga da Justiça?"
Fácil de explicar.
Quem conhece os heróis da Liga sabe que eles todos tem sua personalidade definida e que não tem nenhuma necessidade de estarem todos na mesma sintonia. Mas isso é nos quadrinhos e nos desenhos animados, onde se tem vinte e quatro episódios por temporada ou até inúmeros meses para se finalizar uma única história. Quando se faz um filme de três horas ou menos é necessário de história que se finalize em um único ritmo (e isso já ficou mais do que claro neste texto).
Então, as opções para a Warner (que está por trás do projeto do filme da Liga) são as mesmas que a Marvel teve na hora de criar um filme dos Vingadores. Ou eles criam um filme com várias sintonias (que tem grandes chances de sair muito ruim), ou eles criam um filme numa sintonia só, seguindo a personalidade do personagem que definirá toda a história e tonalidade do filme.
Mas, seguindo este raciocínio, entramos em uma rua sem saída. Se fizerem um filme com contrastes de sintonias de personagens, há grandes chances de sair péssimo. Se fizerem um filme seguindo a sintonia de um único personagem, corre o risco de sair muito parecido com Vingadores, e isto também é inaceitável.

E entre esperar por um filme que tem tudo pra dar errado e não esperar por filme nenhum, prefiro que não haja nenhum filme da Liga, por enquanto.



 Mas, bem, esta é a minha opinião. E você? O que acha sobre um filme da Liga da Justiça? Aprova ou acha que tem tudo pra dar errado?
Deixe a sua opinião nos comentários. =D

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Por trás da letra de "Polly" (Nirvana)

Hoje, farei a análise da música "Polly" da famosa banda Nirvana. A música de hoje foi sugerida pela leitora Thamirys Pereira .
Polly, ao contrário de várias músicas de Nirvana, não é nem um pouco de se analisar, sendo que todas as suas ideias estão sendo expostas quase que por completo na letra, além do fato de existirem várias histórias sobre Kurt Cobain ter escrito a música após ter lido em um jornal sobre uma garota de quatorze anos que foi sequestrada e estuprada pelo sequestrador.
A seguir, o vídeo da música e a análise da letra da mesma.

Polly quer biscoito.

A primeira frase deixa meio que claro que, segundo os costumes estadunidenses, Polly é um papagaio. A frase "Polly quer biscoito", ao decorrer da canção, demonstra a figura de alguém submisso pedindo por algo, que poderia ser tanto um papagaio pedindo por biscoito (no literal) ou uma sequestrada pedindo por liberdade (o subliminar).


Acho que devo sair de cima dela primeiro

Antes de fazer qualquer favor por ela, o sequestrador antes precisa sair de cima dela, ou seja, ele estava abusando-a sexualmente.

Acho que ela quer água
Para apagar o maçarico

Agora ele demonstra que tem medo que ela fuja.E por estar tão paranoico quanto a isso, não concede seus desejos achando que ela irá dar um jeito de escapar.

Não sou eu
Pegue uma semente
Deixe-me cortar
Suas asas sujas

O sequestrador é louco, é uma vítima tanto quanto a própria garota raptada. Ele diz que não é ele o culpado pois ele sente que precisa fazer aquilo e que, por alguma espécie de obsessão romântica, ele quer ajudá-la, mas, mesmo assim, por ser louco, acaba sendo violentamente exagerado.

Deixe-me dar uma volta

A primeira frase da garota em toda a música. Ela está pedindo para que ele a deixe dar uma volta, para que ela possa passear, ver o mundo.

Corte-se
Quer ajuda?
Agrade-me
Tenho um pouco de corda
Você foi avisada
Eu te prometi
Era verdade

Ele foge do assunto, tentando distraí-la e a induzindo a ficar por ali. Ele é sádico, sente prazer em vê-la se ferindo, pedindo pra que ela se corte, se enforque etc. Se ela quiser ajuda vai ter que satisfazê-lo sexualmente, se ela não o fizer, ele irá agredi-la. E agrediu. O "era verdade" indica surpresa pela agressão tanto dele quanto dela.

Deixe-me dar uma volta

Novamente ela pede um pouco de liberdade.

Se corte
Quer ajuda?
Agrade-me

Novamente ele pede pra que ela se corte e diz que ela só irá sair dali ou conseguir o que pede se o satisfazer sexualmente.

Polly quer um biscoito
Talvez ela queira comer mais

Ele, finalmente, começa a considerar as vontades da raptada. O biscoito, no caso, representaria a liberdade, e Polly, o papagaio, representa o fato da garota ser submissa a ele.

Ela pediu para que a solte
Uma caçada seria legal para alguns

Novamente ele pense sobre soltá-la, pensando que poderiam se divertir juntos fora daquela casa. Mas ainda com a dúvida em sua cabeça, não toma uma decisão. 

Não sou eu
Pegue uma semente
Deixe-me cortar
Suas asas sujas
Deixe-me dar uma volta
Corte-se
Quer ajuda?
Agrade-me
Tenho um pouco de corda
Você foi avisada
Eu te prometi
Era verdade
Deixe-me dar uma volta
Se corte
Quer ajuda?
Agrade-me

Repetições.

Polly disse ...
Diz que suas costas doem
Ela está tão aborrecida quanto eu

A garota reclama de dor, continua dando motivos para o raptor a soltar. Ela demonstra tristeza por estar ali, e ele tão triste quanto ela, talvez por tê-la sem ela ter vontade de estar ali ou talvez por sua própria paranoia.

Ela me pegou desprevenido
Isso me surpreende, o instinto de sobrevivência

Eles foram dar uma volta, e a garota fugiu. O raptor se surpreendeu por ela ter fugido, o jeito como ela fugiu mesmo depois de ter conquistado a confiança dele. O jeito como ela foi embora sem se preocupar com os sentimentos dele. Isso o deixa surpreendido. Surpreendido e aborrecido.

Não sou eu
Pegue uma semente
Deixe-me cortar
Suas asas sujas
Deixe-me dar uma volta
Corte-se
Quer ajuda?
Agrade-me
Tenho um pouco de corda
Você foi avisada
Eu te prometi
Era verdade
Deixe-me dar uma volta
Se corte
Quer ajuda?
Agrade-me

Novamente repetições, só que essa, no final da canção, indica que o raptor continua sendo um raptor, raptando outra garota, tratando-a do mesmo jeito como tratava a outra, tratando-a como um papagaio, um reles animal de estimação. Tratando sua sequestrada como tratou Polly.


domingo, 5 de agosto de 2012

Top V - Melhores personagens azuis dos games.

Hoje inauguramos uma nova categoria no blog, a categoria "Top V", ou "top five", "top cinco", "top 5", do jeito que você preferir, coloquei em algarismos romanos porque quero que achem que sou inteligente é uma ideia original.
Hoje, uma lista com os cinco melhores personagens de games que tenham a cor azul como sua cor predominante. Lembrando que está é uma lista feita de acordo com minha opinião, sem representar fatos e sim opiniões.

5 - Blue Bird (Angry Birds)
4 - Squirtle ( Pokémon)
3 - Sub-Zero (Mortal Kombat)
2 - Megaman (Megaman)
1 - Sonic (Sonic - The Hedgehog)


                                                     V - Blue Bird (Angry Birds)


Angry Birds, apesar de ter sido lançado há pouco tempo, já é um grande sucesso e, embora não faça nem metade do sucesso que os outros games citados nessa lista, é um game muito famoso de estratégia, em que o objetivo principal é lançar pássaros com estilingues em direção a estruturas de gelo/madeira/pedra e destruir todos os porcos que estejam ali. Um dos pássaros do game é o Blue Bird, esse carismático pássaro azul da espécie uraeginthus bengalus que, quando lançado se multiplica em três pássaros para que possa atingir mais áreas da estrutura e, consequentemente, matar mais porcos. Caso tenha ficado interessado no ótimo game (isso é se você nunca jogou), existem versões para iOS, PC, PSP, PS3, Mac OS X, Android, WebOS, Maemo, Symbian^3 e até versões para o Google+ ou para o navegador Google Chrome.

                                            IV - Squirtle ( série de jogos Pokémon)

Quem não conhece Pokémon? É o segundo anime mais famoso no Brasil (perdendo apenas para Dragon Ball). Trata-se daquela famosa saga de anime/desenho animado onde pessoas (treinadores Pokémon) capturam e brigam com seus Pokémons ( monstros com super poderes)em busca de se tornarem um Mestre Pokémon. Mas, além da saga de anime, Pokémon também é bastante conhecido pela saga de jogos de vídeo game, onde as batalhas dos Pokémons eram a única coisa a se fazer. Pokémons foi um dos pioneiros nos jogos de luta que conhecemos hoje. Um dos personagens mais queridos pelos gamers e otakus é o Squirtle, essa simpática tartaruga com cauda de esquilo aí em cima. É um dos Pokémons inciais da primeira fase da saga de jogos e é o segundo pokemon inicial favorito do público, perdendo apenas para Charmander. Sendo um dos pokemons favorito pelo público tanto no anime quanto nos jogos, Squirtle merece seu lugar nesta lista. Caso queira jogar Pokémon e jogar com Squirtle, procure qualquer console portátil da Nintendo, como o GameBoy ou Nintendo DS.

                                           III - Sub-Zero (Série de jogos Mortal Kombat)


Sub-Zero é o nome de dois personagens da série de games de luta Mortal Kombat, sendo o segundo irmão do primeiro. O primeiro Sub-Zero apareceu apenas no primeiro game e foi assassinado pelo espectro Scorpion. O segundo Sub-Zero teve sua primeira aparição no game "Mortal Kombat II" e é irmão do primeiro Sub-Zero, tendo como missão matar Shang Tsung (terminando, assim, o trabalho de seu irmão). Sub-Zero (tanto o primeiro quanto o segundo) tem como seu "poder" a criogenia, ou seja, a criação e dominação do gelo, tendo todos seus ataques relacionados a gelo como "Slide", "Ice Freeze" e "Ice Clone". Os maiores rivais de Sub-Zero são Shang Tsung e Scorpion.

                                                     II - X (Série de jogos Megaman)
Megaman é um personagem da série de jogos "Megaman". Segundo a história, Megaman é um robô androide criado pelo Dr. Robert. W. Willy. No primeiro jogo a história do game e do personagem é bem simples. Seu criador Dr. Willy roubou de seu parceiro Dr. Light alguns de seus robôs (Protoman e outros seis robôs) e começou a soltá-los para que cometessem crimes. Para impedir Willy, Dr. Light instalou um canhão no braço de Megaman e o colocou para prender os bandidos e, na fase final, derrotar o terrorífico Dr. Light.



                                              I - Sonic ( Série de jogos Sonic: The Hedgehog)


Sonic é o personagem protagonista da série de games "Sonic: The Hedgehog", também é o mascote da empresa Sega (uma das maiores rivais da poderosa Nintendo) e é o personagem de games mais adorado de todos os tempos (perdendo apenas para o Super Mario). Em seu primeiro jogo ( e em boa quantidade dos outros), Sonic incube a si próprio a missão de encontrar as esmeraldas do caos antes que o Dr. Robotnik as encontre e use seu poder para dominar o mundo. Sonic é um ouriço azul e muito rápido. Tão rápido que consegui ultrapassar todos os outros quatro personagens desta lista e se manter no primeiro lugar, título mais do que merecido.

E aí, gostaram da lista? Concordaram com todos os personagens? Registre sua opinião nos comentários.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dez Respostas - Um Conto de Natal e suas adaptações.

A história de Natal mais famosa de todas é com certeza "Um Conto de Natal" (do escritor Charles Dickens). Por mais que não a conheça pelo nome, você deve se lembrar da história do velho ranzinza que foi visitado por três espíritos (dos Natais passados, Natal presente e dos Natais futuros) e passou a amar mais a vida e o Natal.
Agora, dez respostas sobre essa obra e suas inúmeras versões e adaptações.

                               01 -"Um Conto de Natal" é a obra mais famosa de Charles Dickens?


Não. Dickens, assim como Shakespeare, tem várias obras conhecidas pelo grande público. Ou seja, até quem não se interessa por literatura pode conhecer as histórias de Dickens. Entre alguns livros de Dickens que são mais famosos que "Um Conto de Natal" estão "Oliver Twist", "David Copperfield" e "Um Conto de Duas Cidades".


                                    02 - Se traduzido corretamente, qual seria o nome da obra?

O nome original do livro é "A Christmas Carol", que, traduzido ao pé da letra, seria "Um Cântico de Natal" ou "Uma Canção de Natal", fazendo alusão aos cânticos natalinos que povoam as ruas de Londres na época  das festas. Mas mesmo com o "erro" da tradução, o livro continua sendo ótimo.


                              03 - Os personagens da obra já inspiraram o criador de algum personagem famoso?


Sim, o personagem principal da história, Ebenezer Scrooge, é um velho ranzinza, sovina e muito muito velho. E, talvez graças a essas características, serviu como modelo para que Carl Barks criasse seu personagem Scrooge McDuck em 1947, traduzido no Brasil como o famoso Tio Patinhas.


    04 - O fato de Patinhas ser inspirado em Scrooge foi explorado em algum filme ou HQ?


Sim. Em 1983, foi lançado o filme "O Natal do Mickey", que era uma versão em desenho animado de "Um Conto de Natal" tendo seus personagens sendo representados pelos personagens do universo Disney. E, como era de se esperar, Tio Patinha foi responsável por fazer o papel de Scrooge, sem esconder as raízes da criação do personagem.


          05 - Qual foi a primeira adaptação para o cinema de "Um Conto de Natal"?


Tudo indica que o primeiro projeto para o cinema baseado em "Um Conto de Natal" seja "Scrooge, or, Marley's Ghost", filme dirigido por Walter R. Booth em 1901. Como era comum no início da história do cinema, os cineastas sempre optavam por histórias conhecidas pelo público, para que não ocorresse o risco de reclamarem da história do filme. Então, assim "Um Conto de Natal" foi escolhido para ser filmado pela primeira vez, sem saber que haveriam mais inúmeras adaptações para o cinema.

                       06 - Houveram musicais baseados em "Um Conto de Natal" ?
Claro. Como todo bom clássico, Um Conto de Natal teve várias adaptações para musicais. Entre os mais famosos estão "The Northern Ballet Theatre presents a Christmas Carol" (2005), "Scrooge's Rock'n Roll Christmas" (1984) e "A Christmas Carol: The Musical" (2004) com a brilhante atuação de Kelsey Grammer.

                             07 - Houveram versões brasileiras para "Um Conto de Natal" ?


Sim. A versão brasileira mais famosa de "Um Conto de Natal" é "Uma Canção de Natal para a Mônica", aonde a Turma da Mônica (mais famosa HQ brasileira) representa "Um Conto de Natal", sendo Chico Bento o Fantasma dos Natais Passados, Jotalhão o Fantasma dos Natais Presentes e Astronauta o Fantasma dos Natais Futuros.


                                08 - "Um Conto de Natal" fez sucesso na época em que foi lançado ou só veio alcançar reconhecimento anos depois?


Boas histórias são sempre boas histórias, independente se for de 1843 ou de 2012, se a história merecer, ela realmente fará sucesso em qualquer época. Quando lançado, "Um Conto de Natal" fez sucesso imediato,  transformando-se instantaneamente em um dos melhores contos natalinos, alcançando a marca de seis mil cópias vendidas em uma única semana.



               09 - Existem adaptações para histórias em quadrinhos de "Um Conto de Natal" ?


Sim. Uma delas já foi citada acima como "Uma Canção de Natal para a Mônica", mas, desta vez, me refiro a HQs "sérias", HQs que realmente são histórias em quadrinhos, as famosas "comics de super-heróis". Em 2011 , a DC Comics lançou a graphic novel "Batman: Noel", escrita e desenhada por Lee Bermejo,  que é sobre um Batman amargurado e melancólico (como Scrooge), tendo a Mulher Gato como o fantasma do passado, Superman como o do presente e o Coringa como o fantasma do futuro.

                                       10 - Qual o filme mais atual de "Um Conto de Natal" ?
Fora algumas versões por desenhos animados (como "A Mansão Foster para Amigos Imaginários" e "Os Muppets"), o filme baseado em "Um Conto de Natal" mais recente é "A Christmas Carol" (traduzido como "Os Fantasmas de Scrooge), produzido pelos estúdios Disney de animação. O filme foi lançado com versões em 2D e 3D. Alguns dos detalhes que tornam o filme ótimo são as ótimas animações (parecidas com as de "A Lenda de Beowulf"), a história genial (totalmente fiel ao livro) e a espetacular atuação de Jim Carrey como Ebenezer Scrooge.

Espero que algumas (ou até todas) das dúvidas que vocês poderiam ter referente a "Um Conto de Natal" e suas adaptações tenham sido esclarecidas nesse "Dez Respostas" que tanto curti fazer.
Se tiverem dúvida sobre a história realmente ser boa, saibam que "Um Conto de Natal" é o quarto livro de que mais gostei, e "Os Fantasmas de Scrooge", foto acima, foi meu filme predileto durante algum tempo.
Totalmente recomendo.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Entrevista - Archiri Usagi

Oi, galera, hoje, com muito orgulho, apresento-lhes a segunda entrevista do blog! Dessa vez foi com Archiri Usagi, um ótimo ilustrador (carreira muito importante para o mundo da literatura) que aceitou trocar algumas palavras com o Literatura Do Guimarães. Para ver algumas das obras de Archiri, acesse o deviantart dele, e seu facebook. A seguir, a entrevista:

LdG -  De onde você é?
Archiri - Brasília.

LdG - E como acabou virando desenhista e não músico punk?
Archiri - Nunca gostei de barulho.

LdG - Nenhuma música nunca o inspirou em algum desenho?
Archiri - Sim. Mas não preciso estourar os ouvidos para escutar uma música igual aos DJs de ônibus, que insistem em escutar seus funks sem fones de ouvido.

LdG - Compreendo. Além de música, o que mais te inspira em seus desenhos que não são "encomendados com tema programado" ?
Archiri - Livros, documentários, coisas do cotidiano etc.

LdG - Nenhum artista em especial?
Archiri - Não tem como listar, é de tudo um pouco.

LdG - A exposição, o ato de expor seus desenhos em deviantart, facebook ou até mesmo nessa entrevista não o incomoda?
Archiri - Não mesmo, já vivo atrás de um monitor usando face, nada mais me incomoda do que precisar de uma ferramenta que uso como trabalho e ás vezes por diversão.Se não tiver esse tipo de pensamento nada sai da gaveta e posso estar perdendo a oportunidade de evoluir e mostrar o que sei fazer, quero mostrar o que sei fazer e quero aprender com quem admiro e pode me ajudar.

LdG - Quando finaliza um desenho, quais detalhes presta atenção para decidir se está apresentável ou não?
Archiri - Isso é muito relativo de ilustrador pra ilustrador, sou muito desleixado nessa parte.

LdG - Já ilustrou ou pretende ilustrar livros infantis?
Archiri - Nunca ilustrei livros infantis, mas tenho muita vontade de fazer. Ainda tenho um enorme caminho pela frente pra aprender certas técnicas que ainda não conheço.

LdG - Seu nome verdadeiro é mesmo "Archiri Usagi"? Se não, por que escolheu esse nome?
Archiri - Não, estava a procura de um nome para o meu personagem e achei esse que tinha tudo a ver com o que eu estava procurando. Archiri é um Demônio que gosta de se apresentar como criança, e Usagi é coelho em japonês, o estúdio que quero abrir em breve se chamará Usagi Artes.

LdG - Há quanto tempo dedica sua vida profissional aos desenhos?
Archiri - Profissionalmente, há cinco anos.

LdG - Que dica dá para quem está começando agora na carreira de ilustrador?
Archiri - Não se limitem apenas ao que gostam, tente fazer de tudo um pouco.

LdG - Qual o termo correto em sua opinião? Ilustrador, desenhista,mangaká , cartunista etc?
Archiri - Isso é muito relativo, prefiro o termo "ilustrador", já que é a única coisa que faço. Se eu trabalhasse com quadrinhos, minha outra área, aí seria "quadrinista".


Pra encerrar a entrevista com estilo, veja a seguir, três obras de Archiri Usagi (guardem este nome, talvez vocês o ouça bastante daqui há um tempo):