sábado, 29 de dezembro de 2012

Pessoas que odeiam o fim de ano por ser um período consumista.

Então, chegamos ao final de ano. Na verdade, já estamos no final do final do ano, de modo que até o Natal já passou e só falta o réveillon para que estejamos em 2013.
E conforme essa data chega, já se podem ver inúmeras atualizações surgindo. Vídeos novos no youtube, textos em blogs e até mesmo atualizações de status no Facebook, todas contendo o mesmo título ou conteúdo : "Eu odeio o Natal", "eu odeio o fim de ano", "eu odeio o ano novo" etc.
Sinceramente, acho tudo isso muito chato. Esse papo de odiar uma data em especial, como se tivesse muita diferença das datas normais.
Mas as pessoas que odeiam o fim de ano são, por incrível que pareça, muito inteligentes e conseguem criar argumentos e defendê-los...assim acabam justificando seu ódio imenso por esse período do ano que deveria ser amado.
Um dos argumentos é esse de que odeiam o Natal e o fim de ano por serem datas capitalistas. E abaixo está a minha resposta pra isso.
Só pra constar, esse blog é um blog "do bem", e eu, o autor, não tem nenhum ódio em especial e, particularmente, amo o Natal e o réveillon.


- Eu odeio o fim de ano porque é recheado de consumismo em cima dessas datas. Todo o real significado se perdeu. 

Presentes de Natal, lembrancinhas de Ano Novo. Tudo bem, é uma razão válida. Mas, provavelmente, você é um daqueles que clamam pela chegada da sexta-feira em que possa sair mais cedo do trabalho para poder ir ao bar mais próximo e fazer uma happy hour com seus amigos.
A sexta-feira é um dia normal, como a quarta-feira e a segunda-feira, que ninguém festeja e muitos até odeiam (como odeiam Natal e Ano Novo). Mas, já parou pra pensar que sua amada sexta-feira seja uma data consumista? Afinal, com todas essas pessoas esperando pra que ela chegue para irem tomar cerveja, talvez os fabricantes de cerveja fiquem felizes com isso. Ou seja, critica o consumismo do Natal mas toma cerveja na sexta-feira.
A questão é que se for pra odiar qualquer data consumista, não irá gostar de data nenhuma.
Ganha presentes no aniversário? Consumismo do aniversário.
Ovos de chocolate na páscoa? Consumismo de Páscoa.
Um simples desconto de quarta-feira nas roupas que comprou na Demanos? Consumismo de quarta-feira.
Ou seja, odeie o Natal e o Ano Novo, se assim desejar. Mas não dê como justificativa o consumismo presente nessas datas...pois assim, meu amigo, nem ir no cinema de segunda-feira por causa do desconto você poderá ir com a consciência limpa de "hipocrisia".

Feliz fim de ano á todos. E para os que acompanham o blog...continuem acompanhando.



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Fim do Mundo Já Passou

Como diria o sábio Renato Russo, "Alguém falou do fim do mundo, o fim do mundo já passou".

Me perguntaram se eu acredito que o mundo acabará dia 21/12/12. Claro que eu acredito, todos deveriam acreditar.
Mas o fim do mundo que eu acredito não é nenhum dos "fins do mundo" clássicos.
Não creio que os zumbis surgirão e devorarão a todos nós. Muito menos que os alienígenas chegaram e nos escravizarão. Não me preocupo com meteoros, cometas, eras glaciais ou profecias de maias ou de Nostradamus.
Com certeza eu acredito no fim do mundo, e também creio que vai acontecer amanhã. Não só amanhã, como também está acabando hoje. E acabou ontem. E semana passada.
O mundo vem acabando todos os dias...a cada pessoa que acende um cigarro, a cada guerra iniciada, a cada injustiça cometida, a cada roubo realizado...
o mundo está acabado há muito tempo atrás.
E se acabou tantas vezes, porque não haveria de acabar amanhã também?
Tudo continuará igual ao que é hoje...o fim do mundo já passou..e passará novamente, enquanto houver vida humana e cruel.
Você que teme o fim do mundo, tenho uma pergunta a ti :
 - Tem certeza que isto aonde vivemos pode ser chamado de mundo?


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Fugindo da Rotina #05 - Divulgações Cabulosas

Aí, galera, bem vindos a mais um Fugindo da Rotina, aonde eu paro um pouco de ser o autor desse blog e mostro um pouco mais da minha vida pra vocês.
Hoje o fugindo da rotina será um pouco diferente do que normalmente temos...será um texto apenas com divulgações de blogs, páginas do Facebook e canais de amigos meus que tão precisando de uma força. Também serão divulgados aqui projetos dos quais faço parte e/ou apoio.
Peço que confiram os projetos e se inscrevam/sigam/ou deem um curtir neles.

Blogs:

Dupla Corintiana - Blog sobre o Corinthians dos meus amigos fãs de futebol Lucas e Pedro.
Minha vida, vida minha - Blog sobre o cotidiano e com textos lindos sobre a vida de uma garota adolescente, escritos todos pela minha amiga Alinny Cristina.
Opition - Blog sobre moda feminina e , várias vezes, rockeira escrito pela minha amiga Abigail Cordeiro.
Tédio - Blog em que meu amigo Vincent Darkview posta coisas pelas quais se interessa, como videogames e sua própria vida.
Luz Negra - Projeto do qual faço parte e posto alguns textos de vez em quando.

Canais do Youtube:

Toonks - Canal de gameplays da minha amiga Toonks.
NivTek - Canal de gameplays e tutoriais do meu amigo Leonardo Corol.
FeFeMadara - Canal de AMVs e gameplays doAnimes King - meu amigo Fefe Madara.
Passtoussnake Games - Canal de gameplays do meu amigo Nicolas Dezero.
KillCreeperBr - Canal de games e tutoriais do meu amigo Reison Araújo Testi.

Páginas do Facebook:

Armada de Rowling - Página de Harry Potter que tenho em parceria com meus amigos Toonks e Fred.
Comensais da Morte - Página de Harry Potter que tenho em parceria com minha amiga Ítala.
Luz Negra - Página sobre o grupo Luz Negra do qual faço parte.
PlanetaTube - Página da qual faço parte que serve para ajudar a divulgar canais menores do Youtube.
Eu e Você - Página de romance/depressão do meu amigo Victor Villas.
Animes King  - Página sobre animes do meu amigo Moises Silva.
Anime-kun - Página sobre animes do meu amigo Rodrigo Cortez.


Grupos do Facebook:

Mundi of Rockers - Grupo onde eu e amigos postamos notícias e conteúdos derivados sobre o mundo do Rock'n Roll.
Nerd Não-Noob - Grupo onde eu e amigos postamos notícias e conteúdos diversos sobre cinema, literatura, games e derivados do mundo Nerd.

sábado, 15 de dezembro de 2012

J.R.R. Tolkien pode ser cansativo. Por que?

Em primeiro lugar, fique claro que este texto não tem como função, de maneira nenhuma, ofender ou menosprezar a obra de Tolkien.
Tolkien com certeza criou uma das melhores sagas (se não a melhor) literárias, e também inspirou a melhor trilogia de toda a história do cinema (vencendo Poderoso Chefão, De Volta Para o Futuro e até Batman).
Toda e qualquer obra produzida por Tolkien (trilogia LOTR, livro O Hobbit, Silmarillion, entre outros) ou baseada no legado de Tolkien (filmes de Peter Jackson, jogos de videogame e RPGs de LOTR) são nota 10 em quesito ficção, aventura, construção de personagens e concordância.
Porém, ao ler as obras principais de Tolkien (trilogia Senhor dos Anéis e O Hobbit), facilmente se encontra , além de emoção e as melhores batalhas de toda a literatura mundial, o fácil cansaço.
Entenda o motivo disso com exemplos utilizando duas sagas também aclamadas e famosas ("Harry Potter" e "Percy Jackson e Os Olimpianos").
Antes de qualquer mimimi/reclamação de fãs nos comentários deste texto, deve ficar claro que as sagas também consagradas "Game of Thrones", "Jogos Vorazes", "Crepúsculo" e "As Crônicas de Nárnia" não foram incluídas nos exemplos porque eu, Raphael Guimarães, autor do artigo, nunca me interessei profundamente pela saga (no caso de Nárnia) ou nunca a li (no caso das outras).


Hoje em dia, no finalzinho de 2012, existem duas coisas que entraram na moda e caíram no gosto do povão :    A cultura nerd e a cultura japonesa que, por vezes, acabam se encontrando.
A cultura japonesa caiu na graça do povo brasileiro principalmente por intermédio de duas artes que se tornaram populares - Os mangás e os animes.
Mangás, pra quem não sabe, são os famosos gibis japoneses, em preto e branco e que são lidos de trás pra frente. Exemplos famosos de mangá são Dragon Ball Z, Naruto e Bleach. E animes são, quase sempre, obras animadas com sua história baseada em algum mangá (jamais diga que "anime" é "desenho japonês" ou um dito otaku te trucidará). Exemplos famosos de anime são também Dragon Ball Z, Naruto e Bleach.
Na maioria das vezes, o anime é lançado mais frequentemente que o mangá, de forma que um único episódio do anime possa representar até quatro edições do mangá.
Sendo assim, ás vezes o mangá precisa de um certo tempo para que consiga alcançar o anime...assim os desenvolvedores do anime criam episódios chamados "filler", onde a história principal do episódio não existe no mangá e não tem uma ligação muito forte com o enredo principal do anime, embora se utilize do mesmo universo e personagens.
O filler é utilizado para que não seja necessária a enrolação dentro do anime, fazendo com que a obra não seja algo cansativo.

Ok, mas o que isso tem a ver com Tolkien, Harry Potter ou Percy Jackson, que, a princípio, eram o tema principal do artigo?
Simples.
Assim como nos animes, os escritores de determinadas franquias/sagas/séries precisam criar arcos ou capítulos que contem uma história paralela ao enredo principal da trama.
Se um determinado escritor se motiva a escrever um livro que passe das trezentas páginas mas só possui material e história o suficiente para duzentas, ele pode usar de seus "fillers" para preencher esse espaço em vazio. E isso é usado pra caramba em sagas famosas. A seguir, exemplos.

Harry Potter

O enredo principal da saga Harry Potter se baseia na enorme batalha de Harry (e companhia) contra Voldemort ( e companhia). Essa batalha vai se intensificando a cada livro, tornando a saga cada vez menos infantil e cada vez mais séria, tornando-a uma saga mais adulta e tensa.
Os dois primeiros livros, que não exigem muita seriedade ou muitas páginas para que a história fique clara, são simples, com poucas páginas (224 e 256).
A partir dos dois primeiros livros, Rowling (a autora) passa a precisar de mais capítulos, mais páginas...e a história não tem como ser encolhida, então Rowling cria os "fillers" que, nesta saga, são os jogos de Quadribol que, sabiamente, não tem, em sua maioria, uma ligação muito forte com a trama principal de modo que não fará grande diferença se o capítulo for pulado...mas não faça isso, pois Rowling produz o melhor tipo de filler - O filler que diverte.

Percy Jackson e os Olimpianos

Observação: É, de certa forma, óbvio que o pequeno sucesso de Percy Jackson não é nem comparável aos sucessos de estrondosos da obra de Tolkien e da saga Harry Potter, mas foi a saga escolhida para servir como segundo exemplo devido a "fillers" mais presentes e facilmente localizáveis nessa saga.
Toda a história da saga "Percy Jackson e os Olimpianos" se baseia no semi-deus Percy junto com seus amigos do Acampamento Meio-Sangue tentando impedir que Cronos volte das profundezas do Tártaro e tentando impedir que ele conclua sua vingança mesmo sem voltar. Ou seja, está definida. Este é o enredo principal.
Mas esse enredo não é o suficiente para completar o livro...é preciso mais páginas tanto para deixar o livro maior e com mais cara  de "saga" quanto pra que a história não caia no repeteco e fuja um pouco do rotineiro "impedir a vingança de Cronos".
No caso de Percy Jackson, o "filler" utilizado são as atividades e competições entre semi-deuses dentro do próprio Acampamento Meio-Sangue...e, diferente dos fillers de Quadribol em Harry Potter, não é aconselhável que se pulem os capítulos assim em Percy Jackson...pois dentro deles haverão sempre pequenos parágrafos frisando acontecimentos passados que são importantes que sejam decorados para o entendimento total da trama.

Enfim, Tolkien.
É impossível resumir em poucas linhas a história de Senhor dos Anéis ou a de O Hobbit como foi feito com Harry Potter e Percy Jackson, trechos acima.
Tolkien escreve muito bem e tem a sorte, ou puro talento, de escrever sem se contradizer...sempre com suas  mesmas versões de anões, elfos, hobbits, trolls, goblins e magos.
Porém, em meio a tanta magia, adrenalina, aventura e monstros gigantes lutando contra hobbits indefesos....Tolkien tem uma falha.
Em alguns momentos Tolkien precisa de páginas, precisa de capítulos maiores e também precisa atrair mais diversão ao livro para fugir um pouco do costumeiro enredo.
E o que ele faz? Ele cria atividades entre os personagens para criar um filler do estilo de Rick Riordan? Não.
Ele cria esportes ou competições para criar um filler do estilo de J.K. Rowling? Não.
Ele simplesmente narra...descreve o cenário, chegando a gastar várias linhas apenas falando da espessura dos troncos das árvores, da beleza dos lagos ou do quanto a névoa estava densa naquela manhã na Terra Média.
Sim, é uma boa maneira de ocupar espaço sem atrapalhar o enredo...mas pode irritar...e cansar o leitor. Essa escrita arrastada cheia de descrição não é muito necessária e é cansativa pois, em três livros de Senhor dos Anéis, com seis capítulos de descrição cada um...nada é mais dispensável do que descrições do cenário.

Observação: Tolkien é o rei de toda a literatura ficcional...desenvolvedor de boa parte das criaturas como as conhecemos hoje, ele é o pai de toda e qualquer obra de fantasia. Porém, ás vezes se empolga nas descrições e esquece do uso de fillers, tornando a leitura de seus livros, além de empolgante e maravilhosa, um tanto quanto cansativa.

E você? Concorda? Deixe sua opinião nos comentários.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

As Flechas do Cupido



Segundo os mitos, o Cupido é um pequeno anjo que faz com que as pessoas se apaixonem.
Sem necessitar das rezas de Santo Antônio ou das poções mágicas de Harry Potter, os métodos do Cupido são um tanto mais bizarros, um tanto mais simples e muito mais eficazes.
Ao escolher quem deve se apaixonar por quem, o anjo apanha uma das centenas de flechas presentes em sua aljava, suas famosas "flechas do amor", e com seu arco as dispara em direção aos corações das felizardas vítimas.
Errar não é apenas humano, errar também é angelical.
Ás vezes ao disparar a flecha no coração de uma das vítimas, o Cupido se esquece de cravar outra no coração da pessoa amada, criando assim um amor incorrespondido.

Há muito tempo atrás a magia era mais poderosa, mais existente e efetiva. O efeito das flechas do amor do Cupido era eterno...mas a magia foi se desgastando, o pequeno anjo perdeu parte de seu poder...e o amor enfraqueceu.
Hoje em dia, em pouco tempo a flecha do amor se transforma em uma flecha normal...trocando a paixão romântica do Cupido pela dor assassina de um arqueiro selvagem.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Que Vença O Melhor - Romeu VS Julieta

Dois personagens. Os dois da mesma obra. Os dois com a história muito semelhante, com duas histórias que estão cem por cento conectadas. Mas existe uma pergunta que paira no ar.
Assim como Dobby ( de J.K. Rowling) é um personagem melhor construído do que Vincent Crabbe (também de J.K. Rowling), é claro que, entre Romeu e Julieta, um dos personagens tem que ser melhor.
Mas a questão é : Qual dos dois?
O dilema surge quando, ao invés de "Romeu e Julieta", a frase é "Romeu ou Julieta".

                                                                Fidelidade

Julieta - Julieta Capuleto estava prometida em casamento, por seus pais Capuleto e Senhora Capuleto, ao nobre Páris e, como os costumes antigos ditavam, ela não poderia fazer nada em relação a isso. Ao conhecer Romeu Montéquio (a quem devia odiar devido a rixa das duas famílias), Julieta desistiu de tudo, desde o casamento com o nobre Páris até mesmo da aprovação e boa vida que sua família a proporcionava. Julieta desistiu de tudo por Romeu e nem sequer olhou para Páris, o que mostra que esteve sempre apaixonada por Romeu, sendo fiel até o último momento de sua vida.

Romeu -  Antes de conhecer Julieta, Romeu se dizia perdidamente apaixonado por outra mulher da família Capuleto : Rosalina. Esse amor era tão forte que Romeu foi a um baile da família Capuleto apenas para ver se encontrava Rosalina, e lá conheceu Julieta, por quem se apaixonou perdidamente a primeira vista, e assim abandonou de vez seu amor por Rosalina. Mas assim como Romeu sentia um amor profundo e, supostamente, eterno por Rosalina e acabou...será que não aconteceria o mesmo em relação a seu amor por Julieta se ambos não tivessem morrido? Romeu tinha dezesseis anos de idade, na época das paixões, e , desde essa idade, sendo um '"vadio sentimental" amando uma garota por semana. Isso não é fidelidade, e também não é nenhuma característica de romance digno.

Romeu - 00
Julieta - 01


                                                                        Nomes

Julieta - O nome de Julieta, segundo sites de pesquisa e livros confiáveis de origens e significados de nomes, indica uma moça suave que prefere vida tranquila a emocionantes aventuras mas que, no amor, se entrega aos sonhos românticos, mesmo os mais difíceis de serem concretizados. Na obra de Shakespeare, Julieta realmente é alguém que não batalha por nada, tanto que aceitou se casar com Páris apenas para agradar seus pais mas que, ao se apaixonar por Romeu, abriu mão de tudo, inclusive de sua vida. Ou seja, Julieta fez jus a seu nome.

Romeu - O significado do nome de Romeu é simples  - Peregrino a Roma. O que significa isso? Isso quer dizer que Romeu está a procura de Roma, atrás de Roma, viajando até Roma. Parece que, ao criar Romeu, Shakespeare não quis pensar tanto quanto quando criou Julieta. Como pode o mesmo homem que inventou Julieta (Uma personagem cujo significado de nome define sua personalidade) possa também ter criado Romeu (que tem um nome e uma personalidade totalmente aversos). Ou seja, o nome de Romeu não foi "bem bolado".

Romeu : 00
Julieta : 02


                                                                       Influências

Julieta - Um dos pontos bons da literatura é a popularidade que ela acaba proporcionando a coisas que ninguém notava. A própria história de Romeu e Julieta (casal apaixonado que não pode permanecer unido devido a diferenças de famílias ou classes sociais) já inspirou clássicos do cinema como Titanic, e talvez até o fiasco literário/cinematográfico "Crepúsculo". Mas, devido aos nomes dos personagens Julieta e Romeu, outros filmes foram criados também. Julieta, por exemplo, inspirou vários personagens de filmes (como as personagens "Julieta" de "Cartas Para Julieta", "Gnomeu e Julieta" "Paixão Sem Limites" e "A Viagem"), sem contar a personagem Juliet, uma das principais do seriado Lost. Com uma pesquisa avançada, dezessete filmes com "Juliet" ou "Julieta" inserida no título ou sinopse foram gravados.

Romeu - Assim como o nome de Julieta, o nome de Romeu aparece em várias histórias, filmes e seriados. Porém, acaba perdendo um pouco a graça se todas essas influências fizerem efeito apenas em filmes e obras relacionadas ao romance de Shakespeare. Seguindo a mesma linha de pesquisa, encontraram-se quinze filmes em que a o nome "Romeu" ou "Romeo" seja usado, por exemplo: "Romeu - O Vira-Lata Atrapalhado", "Contra o Tempo", "Romeu Tem que Morrer" e "Romeo is Bleeding". Dezessete contra quinze, Julieta vence!

Romeu : 00
Julieta : 03


                                                           Interpretações no cinema

Julieta - Houveram inúmeras adaptações para o cinema da obra de Shakespeare, várias delas dirigidas por diretores diferentes com técnicas e interpretações diferentes da obra. Mas o que será considerado aqui será as atuações, os atores que interpretaram os personagens a serem julgados (no caso, Romeu e Julieta). No filme baseado na obra, dirigido por George Cukor, Julieta foi interpretada pela pouco conhecida atriz Norma Shearer, indicada ao Oscar seis vezes e tendo ganhado uma vez. No filme dirigido por Franco Zeffirelli a intérprete de Julieta é Olivia Hussey, famosa apenas por ser filha do cantor de ópera Isvaldo Ribo. Já no filme de 1996 dirigido por Baz Luhrmann, Julieta é interpretada por Claire Danes, atriz de face famosa mas com poucos sucessos, incluindo o próprio filme Romeo + Juliet e o filme "O Exterminador do Futuro 3 - A Rebelião das Máquinas". Ou seja, dos três filmes mais famosos, Julieta conseguiu uma atriz ótima, outra aceitável e uma terceira totalmente descartável.


Romeu - o filme de 1936 dirigido por George Cukor, Romeu foi interpretado por Leslie Howard, ator excepcional tendo em seu currículo filmes do nível do clássico "E O Vento Levou" tendo sido indicado ao Oscar duas vezes e  recebido uma vez o prêmio Volpi Cup. No filme de 1968 dirigido por Franco Zeffirelli, Romeu teve como intérprete o jovem ator Leonard Whiting, também mediano ator, tendo em seu reduzido currículo apenas obras como "Frankenstein" e " The Wonderful World of Disney". Embora seja um ator mediano, ainda é melhor que Olivia Hussey, que só ganhou o papel de Julieta devido ao status de seu pai (a famosa síndrome de Fiuk). E, por fim e com certeza mais importante que todos, no filme de 1996 dirigido por Baz Luhrmann o par romântico de Julieta teve como intérprete ninguém mais ninguém menos que o genial e consagrado Leonardo DiCaprio. Indicado ao Oscar três vezes, oito vezes ao Globo de Ouro (tendo vencido uma), duas vezes ao BAFTA, sete vezes ao MTV Movie Awards (tendo vencido duas vezes), oito vezes ao Screen Actors Guild Awards (vencendo uma) e tendo vencido uma vez o Festival de Berlim, DiCaprio carrega em seu currículo filmes como Titanic, A Origem, Ilha do Medo, O Diamante De Sangue, O Aviador, Prenda-me Se For Capaz, A Praia e Gangues de Nova York. DiCaprio consegue ser melhor do que qualquer Claire Danes da vida, e, junto com Leslie Howard e Leonard Whiting, traz pro "time Romeu" o primeiro e único ponto desta disputa.


SELECIONE A PARTE EM BRANCO PARA PODER LER. 



Resultado final
Romeu - 01
Julieta- 03

Sim, o mundo conspira contra os homens. Parece que Julieta venceu esta "luta". 
Esse debate foi organizado de acordo com pesquisas relacionadas aos quesitos presentes no texto, com elementos adicionados e livre expressão do autor do texto. 
Concordou com o resultado das pesquisas e do debate todo?
Deixe sua opinião e ponto de vista nos comentários.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Igualmente Defeituosos.


Esse defeito de nascença,
vai de geração á geração.
Reconhecer essa doença é falta de inteligência.
Barro em mente, chicotes na mão.

O tal defeito é tão perfeito
quanto quem só tem qualidades.
O ser humano foi eleito
para desgraçar a humanidade.

Branco, preto, amarelo, gordo e magro.
Qual a imperfeição do seu namorado?
Coisa de criança é matar por diferenças.
Somos todos uma merda. Sem cor, sexo ou crença.

Campos de concentração, lotem de preconceituosos.
Para o tronco vão os racistas.
Cadeira elétrica é dos nazistas.
O único defeito é a vida.
Característica é detalhe.

Racista burro!
Racista burro!
Racista burro!
Racista burro!

Seja cego. Pare, sinta e pense.
Somos diferentes em que?
Enxergue mais do que seus olhos.
Igualmente defeituosos.


domingo, 25 de novembro de 2012

Por Trás da Letra de "Bohemian Rhapsody" (Queen)


Ontem (dia 24 de novembro) completaram-se vinte e um anos que Freddie Mercury, vocalista da banda Queen, faleceu. E, como homenagem, a análise da letra do maior hit de Queen: Bohemian Rhapsody. 

Isso é vida real?
Isso é apenas fantasia?
Soterrado num desmoronamento.
Sem escapatória para a realidade.
Abra seus olhos,
olhe para o céu e veja.
Eu sou só um menino pobre,
eu não preciso de simpatia.

Ele é um garoto pobre. Passou toda a sua vida sendo rejeitado, maltratado e acabou se acostumando com a falta de simpatia e bondade que as pessoas tinham com ele. Finalmente ele está em uma situação ruim, e , possivelmente, pela primeira vez em sua vida alguém o ajudou, alguém foi bondoso com ele. Será que é fantasia? Será que isso realmente está acontecendo? Ele não se conforma. Ninguém pode o ajudar, ele é pobre, não precisa ser tratado bem. 

Porque eu venho fácil, vou fácil.
Eu possuo altos e baixos.
De qualquer jeito que o vento soprar,
realmente não importa para mim.
Para mim.

As coisas acontecem com ele com muita naturalidade, tanto que ele nem nota. Sofre injustiças, paga por coisas que não fez. Mas ele está acostumado e nem se importa. Na verdade, nada importa pra ele. Mas apenas pra ele. Com certeza importa para alguém.

Mamãe, acabei de matar um homem.
Coloquei uma arma em sua cabeça
Puxei o gatilho, e agora ele está morto.
Mamãe, a vida acabou de começar.
Mas agora eu joguei tudo fora.

Ele é jovem, uma criança grande ou um pré-adolescente e acabou de cometer um assassinato. Ele tinha chance de deixar de ser pobre, estudar e trabalhar, mas agora ele matou um homem e corre o risco de ser preso. Não existem segundas chances para alguém de sua classe social. Sua vida acabou, todo seu futuro foi jogado fora.

Mamãe, oh.
Não quis te fazer chorar.
Se eu não estiver de volta a esta hora amanhã
continue, continue.
Como se nada realmente importasse.

Realmente, nada importa para ele. Mas importa para sua mãe, a mulher que o carregou por nove meses e cuida dele desde que ele nasceu. A única pessoa que talvez tenha o amado de verdade. Agora ele está consciente da idiotice que fez e se preocupa com sua mãe. Pede pra que ela siga com a vida, como se nada tivesse acontecido e nada realmente importasse.

Tarde demais, minha hora chegou.
Sinto arrepios em minha espinha.
Meu corpo dói o tempo todo.

Adeus a todos.
Eu tenho que ir.
Tenho que deixar vocês todos para trás
e encarar a verdade. 

Mamãe, oh.
Eu não quero morrer.
Ás vezes eu desejo não ter nascido.

Ele está nervoso com medo. Matou um homem e agora foi condenado a morte. Lá vai ele ao corredor da morte, com arrepios e dores de ansiedade. Medo, muito medo. Ele se despede do mundo, dá adeus a todos e, com uma espécie de coragem, decide encarar a verdade e pagar pelo que cometeu. Ele não quer morrer mas é preciso, é o justo. Na verdade, ele preferia nunca ter nascido, assim não mataria ninguém, e não faria sua mãe sofrer.

Eu vejo uma pequena silhueta de um homem.
Palhaço, palhaço.
Você fará o fandango?
Raios e relâmpagos me assustam muito, muito.


Galileo, Galileo
Galileo, Galileo
Galileo, Figaro, Magnífico.


Alguém chegou. Um homem pequeno (o que pode ser tanto em relação a estatura ou em relação a sua significância, o poder que ele tem). Quem será ele? Participará da apresentação que sempre precede a execução? O garoto sente medo, não confia em nada ou ninguém, e ninguém nunca o ajudou.

Eu sou só um garoto pobre e ninguém me ama.
Ele é só um garoto pobre de uma família pobre.
Poupe a vida dele desta monstruosidade.

Três vozes entram em ação agora. A primeira é a do garoto que está sendo protegido por alguém e estranha. "Por que está me protegendo? Sou um garoto pobre sem amigos, não mereço isso". A segunda voz é dos homens que querem executar o garoto, eles também não compreendem porque alguém está o defendendo. E a terceira voz, finalmente, é a do defensor que não quer, de jeito nenhum, que o garoto seja submetido a essa monstruosidade que é a pena de morte.

Vem fácil, fácil vai. Vocês me deixarão ir?
Em nome de Deus! Não, nós não o deixaremos ir.
Deixe-o ir.

Em nome de Deus. Nós não o deixaremos ir. Deixe-o ir.
Em nome de Deus. Nós não o deixaremos ir. Deixe-o ir.
Não o deixaremos ir. Deixe-me ir, nunca.
Não o deixe ir, deixe-me ir.

Começa uma discussão. Os homens, o defensor e o garoto entram em conflito. Eles deixarão ou não o garoto sair impune dessa? Depois de discutir muito, o garoto realmente tem sua decisão.

Nunca me deixe ir, oh.
Não, não, não, não, não, não, não.

Oh, minha mãe, minha mãe.
Minha mãe, deixe-me ir.
Belzebu tem um diabo reservado para mim.
Para mim, para mim.

Ele aceita a pena de morte. Não quer ser salvo, ele sabe que errou a matar aquele homem e prefere que tudo seja justo e que pague por seu crime. Ele pede que sua mãe deixe-o ir e aceite sua morte. Ele merece isso, há um lugar especial no inferno para assassinos como ele. Ele vai sofrer muito, mas é o justo.

Então, você acha que pode me apedrejar e cuspir em meus olhos?
Acha que pode me amar
e me deixar para morrer?

Oh, baby, você não pode fazer isso comigo, baby.
Só tenho que sair,
só tenho que sair logo daqui.

Ele finalmente se lembra do que aconteceu. Ele matou um cara, e matou por um motivo fútil. Uma garota. Por algum motivo não esclarecido, ele assassinou um homem, e a culpa foi dessa garota. Uma garota que o amou e o abandonou. Uma garota que não se importou quando ele foi preso e condenado. Uma garota que não o defendeu. Uma garota que não merece saber que ele morreu por culpa dela. E por isso ele vê que não queria dar a ela esse gosto. Ele foge, ele tenta fugir. Ele decide que aquilo não é para ele e que ele não merece aquilo tudo.

Nada realmente importa. 
Qualquer um pode ver.
Nada realmente importa.
Nada realmente importa para mim.

Ele não consegue fugir e então desiste. O garoto pobre que não é amado por ninguém se rende a justiça injusta e aceita a pena de morte, mesmo não a merecendo realmente. Nada realmente importa, ele não liga pro que está acontecendo. Todos podem ver, todos podem assistir, ele não liga. Nada realmente importa, ele realmente não está nem aí pro que acontece com ele.

De qualquer maneira, o vento sopra.

A vida continua. Não a dele, mas a de todos os outros sim. Sua morte não afeta em nada o mundo ou a vida dos outros, nem dos homens que o condenaram, nem da garota que foi a culpada pelo crime, nem do defensor e nem mesmo de sua mãe. O vento ainda sopra, o mundo ainda gira, a vida continua.
Está tudo bem.


domingo, 18 de novembro de 2012

Crítica Literária - A Última Princesa

Creio que seja até suspeito em elogiar qualquer obra de Fábio Yabu. Mesmo tendo não lido alguns de seus livros (como "Raimundo - Cidadão do Mundo" e "Branca dos Mortos e os 7 Zumbis"), sou um fã antigo de Yabu, sendo fã de "Princesas do Mar" e tendo lido Combo Rangers quase tanto quanto li Turma da Mônica. E também fui um pequeno colecionador de bonecos Kiko, Fox, Tati, Lisa e Ken (alguns dos personagens criados por Yabu). Mesmo que tenha se passado algum tempo sem ler nada de Yabu, não pude deixar de comprar e ler o livro "A Última Princesa", na última Bienal do Livro de SP, aonde consegui até um autógrafo de Yabu (que estava autografando junto com Eduardo Spohr, que autografou também meus livros "A Batalha do Apocalipse" e "Herdeiros de Atlântida").
Então, lá vai uma pequena crítica do livro "A Última Princesa", que li em dois míseros dias.
"Todos sabem como é a vida de uma princesa: cheia de luxos e mordomias, cercada de servos devotados sob o teto de um belíssimo castelo. Mas para a nossa protagonista, a Última Princesa de um reino encantado, esses mimos e riquezas são apenas os muros de sua prisão.Banida de seu verdadeiro lar por um poderoso feiticeiro, a Princesa acabou esquecida pelo seu próprio povo. Enquanto sofre com saudades de sua terra natal, cultiva belas camélias em uma estufa em forma de palácio de cristal, ouve com atenção as histórias de seus servos e passa as noites sonhando com boas notícias que jamais chegam.Até o dia em que ela recebe a visita de um misterioso inventor chamado Alberto. Criador de maravilhas tecnológicas, ele acredita que “inventar é imaginar”, e lhe apresenta um mundo mágico, com animais mecânicos que cantam e dançam e uma casa encantada que surge nos lugares mais improváveis. O sonho mais ambicioso de Alberto é construir a Ave de Rapina: uma máquina mágica capaz de libertar sua Princesa… mas, para isso, ela também precisará enfrentar seus medos e quebrar sua maldição." ... Essa é a sinopse da obra, e tudo o que se deve saber do livro está aí. ... Não há muito pra se dizer sobre o livro, apenas que é totalmente mágico. É a primeira obra de Yabu voltada para o público jovem, mas ele não falhou em mudar de público. Talvez a prática que tenha adquirido escrevendo pra crianças tenha feito com que Yabu aprendesse a escrever com simplicidade magnífica, tratando de assuntos sérios com leveza e pura magia. Toda a arte de pôr-do-sol encontrada na capa está também espalhada pela história da obra que é um espetáculo com sangue, sofrimento e injustiças...mas não deixa de ser um encantador conto de princesa. ... Novamente elogiando a simplicidade do estilo de escrita de Yabu, é necessário frisar o quão fácil ele faz parecer a história do Brasil. O livro todo é baseado na vida de Princesa Isabel,o fim da escravidão, Santos Dumont e a criação do 14-bis. Coisas que o falho sistema de ensino e o desinteresse estudantil talvez tenha impedido os jovens brasileiros (e até os não-jovens e estrangeiros) de aprender, se tornam simples e de fácil entendimento durante a leitura deste livro. Claro que nem tudo deve ser seguido á risca, mas o claro sentido da obra não é ensinar tudo, e sim despertar o interesse e a curiosidade do leitor sobre o assunto. ... Seguindo o exemplo de livros como "A Menina que Roubava Livros" e até mesmo os da saga Harry Potter, o livro se passa em duas eras. O presente, em que a Princesa vive com o Príncipe no exílio, e o passado (representado por "flashbacks") que vai explicando aos poucos porque a Princesa está no exílio e como era sua vida antes disso. Esse estilo funciona num modo "um de cada vez", onde primeiro vem um capítulo da Princesa no exílio e o outro capítulo composto por flashbacks apenas. Como todo livro, ele começa sem que o leitor saiba o que está realmente acontecendo. Mas, diferente de muitos livros, o enredo vai se desenvolvendo e tudo começa a conversar entre si e a fazer sentido sem que o leitor perca o interessa na trama, e isso é uma característica que poucos autores conseguem passar para suas obras: Foi necessária muita habilidade de Yabu para que os flashbacks e o "presente" se encaixassem tão bem sem confusão.
Para finalizar bem a crítica, nada mais clichê que falar do final do livro. Normalmente não faço cerimônias quanto a dar spoilers de alguma obra, mas neste caso é diferente. A sensação de chegar até o seu final e se deliciar com a trama sem prévias do que acontecerá é maravilhosa e, assim como não foi tirada de mim, não deve ser tirada de ninguém. Tudo o que há para ser dito em relação ao final é: Se o livro todo é confortável e simples, como já mencionado, o final é surpreendente e potencialmente um tantinho mais complicado de se entender que o resto da trama, criando um contraste perfeito. O livro é maravilhoso e muito bem criado, seja tanto pela qualidade do escritor, da editora e até do ilustrador Matheus Lopes Castro...tudo combinou e se encaixou, criando o visual místico, científico, histórico e literário perfeito de "A Última Princesa". ... Sem mais comentários, nota 10 para o livro.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Top V - Enrolações Fictícias

Todos sabem o que são enrolações.
É algo realmente muito chato.
É aquilo que está sempre em desenvolvimento, nunca chegando a lugar nenhum, ás vezes até repetindo certos elementos do desenvolvimento. Isso ocorre em inúmero aspectos, desde a vida real até a ficção. E é sobre isso que o Top V de hoje é.
Os cinco maiores tipos de enrolações no mundo da ficção, incluindo filmes, seriados, livros e até histórias em quadrinhos.
Ps: Lista baseada na opinião do autor.

                                                            05 - Quadrinhos Marvel

Sim, sou um grande fã da Marvel e praticamente um fã-boy do Wolverine. De modo que fica até estranho que eu aponte defeitos em qualquer aspecto dessa fabulosa produtora de HQs.
A verdade é que muitas vezes as graphic novels, os arcos e até as histórias regulares dos quadrinhos Marvel gastam inúmeras edições (ás vezes até mais de doze) com pura enrolação, frisando coisas desnecessárias e acrescentando elementos sem função ou contribuição para o enredo (assim foi em boa parte de "A Vingança de Wolverine"). O que salva é que os roteiristas da Marvel , em sua grande maioria, são ótimos escritores, de modo que se há enrolação, é programada pra preencher o número de revistas previstas pra história, e os roteiristas acabam sempre dando um ótimo final ao roteiro, e assim a conclusão perfeita acaba justificando todo o tempo que o leitor gastou com pura enrolação.
PS: O fato de DC Comics não ter sido mencionada não significa que eu prefira DC a Marvel, apenas que o pequeno contato que tive com DC foi em poucas edições de "Batman" que li há tempos e também por desenhos e filmes. Assim sendo, não pude checar se também há enrolação nas HQs da DC. Sou um leitor e crítico da Marvel, para mim a DC Comics está em segundo plano.

                                                                       04 - Lost

Aqui poderia ser incluso, ao invés de apenas Lost, seriados de televisão em geral. Mas isso seria injusto, levando em conta que a maioria dos seriados são diretos, com história bem escrita e bem equilibrada. Ou seja, seriados como Game of Thrones, Friends, Prison Break e até Two And a Half Men ficam de fora quando o assunto é enrolação. Um dos únicos seriados que realmente merece esse troféu é Lost.
Com seis temporadas e cento e vinte e um episódios oficiais, Lost é um dos melhores seriados produzidos e um dos seriados com maior audiência e aprovação do público de toda a história da televisão. Por ser um seriado de enredo extenso com elementos complexos e centenas de personagens diferentes (os personagens presentes na imagem acima não compõe nem metade de todos os personagens), é justificável que a história se enrole em alguns pontos desde que o final compense o tempo levado pela enrolação. Mas quem conhece o seriado sabe que Lost foi totalmente o inverso disso tudo. Conforme o tempo foi passando, milhares de mistérios foram surgindo no seriado, e os roteiristas começaram a enrolar o seriado substituindo um mistério por outro, de modo que quando os mistérios fossem revelados, os telespectadores ficariam chocados. O final chegou e realmente os espectadores ficaram chocados, mas a razão foi outra : Mais de noventa por cento dos mistérios ficaram sem resposta, e os que foram respondidos obtiveram uma resposta muito ruim...ou seja, a enrolação acabou não compensando.
Ps: Não me levem a mal, Lost é meu seriado favorito, apesar de tudo.

                                                   03 - Percy Jackson e os Olimpianos

Percy Jackson tinha tudo pra ser o novo "Harry Potter"...e o único motivo de não ter alcançado esse status foi o baixo investimento em filmes, de modo que só existe um filme baseado em um dos livros da saga (e, por sinal, um péssimo filme).
A saga de Percy, assim como boa parte de famosas sagas literárias, tem muita enrolação.
Resumindo bem a história da saga: Percy é um garoto de doze anos que se descobre filho de Poseidon e herdeiro de seus poderes majestosos. Junto com seus amigos Grover, um sátiro, e Annabeth, filha de Atena, Percy vive várias aventuras e passa por vários perigos. O principal perigo de toda a saga é Cronos, que foi destronado e despedaçado há milhares de anos atrás e agora planeja um retorno triunfal, agrupando vários capangas para ajudá-lo em sua "vingança".
Durante todos os volumes da saga, eles dizem que o dia do retorno de Cronos está perto, treinam contra isso, preparam suas tropas e nada do tal Cronos aparecer. Ele só aparece no último volume da saga!!
Aí dizem que se é uma saga com um determinado número de livros, a história precisa ser estendida para que  preencha todos os livros e a história de cada uma das obras converse entre si. Isso está errado. Harry Potter é um exemplo de que se há uma saga que conte uma única história principal, não é preciso enrolar em torno dessa história, e sim criar outras sub-histórias paralelas que divirtam o leitor e não o faça perder o foco. Percy Jackson não fez isso, sendo que todos os livros retratam os acontecimentos que indicam o quão próximo está o retorno de Cronos. Ainda assim, a enrolação compensa, pois qualquer tipo de historia fica mais divertida quando uma mitologia é escolhida e seguida de forma tão fiel pelo exímio escritor Rick Riordan.

                                                                 02 - Dragon Ball Z

Todos os animes poderiam ser inclusos aqui neste tópico, mas seria injusto com animes pequenos e que não enrolam, como Another e Mirai Nikki, e outros animes que, mesmo sendo longos, não se utilizam de enrolação, como One Piece e Death Note. Hoje em dia pode até não parecer, mas Dragon Ball Z (com certeza o anime mais famoso e mais adorado em todo o mundo) foi a razão de muitas crianças terem se tornado violentas.
Não, a violência não veio da multidão de figurantes gritando "Satã", das lutas sangrentas e demoras de Goku e todas as fases de Freeza ou da forma agressiva como Vegeta falava e despedaçava seus eletrônicos. A violência derivada de DBZ (modo carinhoso de como os fãs tratam o anime)  vem dos inúmeros episódios com enrolação...Namekusei ia explodir em cinco minutos. Cinco minutos que nunca passavam, e demoravam semanas até que Namekusei "explodisse" ou que o arco se finalizasse.
Como diz o provérbio atual "De uma volta ao mundo, e quando terminar, um dia haverá se passado em Dragon Ball Z".

                                                                01 - Novelas da Globo

Observação: Todo tipo de novela é totalmente repleta de enrolações, as da Globo foram destacadas porque, convenhamos, são elas as que realmente fazem estrondoso sucesso.
Como o empresário (também meu tio) Wagner Guimarães já citou uma vez : Novela deriva de "novelo", ou seja, é definitivamente, uma coisa enrolada. Esse top V foi elaborado de forma que as obras com enrolações mais inconvenientes e piores características ficariam nos primeiros lugares. Se não fosse isso, as novelas poderiam estar bem mais próximas das histórias Marvel nesta lista, tendo em conta que, assim como as HQs, vários capítulos são gastos apenas frisando coisas que já foram mais do que esclarecidas em capítulos passados (dando vida á famosa expressão "bater na mesma tecla"). Um grande exemplo disso foi a recente e popular Avenida Brasil, obra onde foram gastas mais que duas semanas apenas com cenas desnecessárias da personagem Nina (Débora Falabella) maltratando Carminha (Adriana Esteves). E como a obra "novela" já é algo com tantos lados negativos, como propagação de ideias criminosas e de má índole, a característica "enrolação" é algo não aceitável e que muitas vezes torna a novela um elemento impossível de tolerar e assistir.

Enfim, essa foi a opinião do dono deste blog. Concordam com tudo aí? Faltou algo? Houve injustiça na organização? Deixe um comentário sobre enrolações....só que sem enrolar muito.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A Vingança de Wolverine e o órfão.

Tudo começou na edição número 82 da revista Wolverine, onde se iniciou a história Jornada Para o Inferno.
A história (com roteiro de Jason Aaron e desenhos de Renato Guedes) é sobre uma das aventuras de Wolverine só que, desta vez, com um "espaço" meio inusitado: O inferno.
Uma organização chamada Mão Direita Escarlate enviou a alma de Wolverine ao inferno (com ajuda da mutante Mística), deixando o corpo de Logan na terra possuído por um demônio que atacou grande número dos X-Men e matou Namor, o Príncipe Submarino.
Estando no inferno, Logan enfrentou o morto Dentes de Sabre, muitos demônios, seu pai e até mesmo derrotou o próprio Diabo. Após escapar do inferno (com ajuda de suas amigas X-Men), Logan vai atrás de Mística em busca de vingança e em busca da localização da Mão Direita Escarlate.
Assim se iniciou a saga A Vingança de Wolverine (com roteiro de Jason Aaron e desenhos de Renato Guedes), que consistia em Wolverine enfrentando, derrotando e matando cinco lutadores d'A Mão Direita Escarlate a ponto de chegar até a última sala do prédio e se vingar dos líderes da associação que o havia enviado ao inferno. Enquanto Logan enfrenta os Mestiços (nome pelo qual eram conhecidos os cinco lutadores treinados para enfrentá-lo), nos são apresentados alguns flashbacks sobre membros d'A Mão Direita Escarlate (como do líder da associação, de uma senhora que teve o pai assassinado por Logan, de um homem que perdeu a mulher devido ao Logan e de uma samurai que teve a família devastada pelo mesmo), que vão nos dando a ideia de que "A Mão" é uma organização formada por pessoas que tiveram entes queridos assassinados por Wolverine e que tem intuito de se vingar. E, embora Logan vá derrotando todos os Mestiços, os membros insistem em dizer que tudo corre como o planejado.
Quando finalmente Logan alcança a última sala do prédio, todos os membros da organização estão mortos (suicídio) no chão, e um vídeo começa a ser exibido no telão da sala, explicando quem é a organização e porque ela existe.
E quando o leitor pensa que foi tudo em vão e eles não conseguiram se vingar de Logan, é revelado que as cinco pessoas que Wolverine matou pra chegar até a sala principal eram filhos dele que ele nunca chegou a conhecer.
"Seja vem vindo a Mão Direita Escarlate".
Agora Logan fazia parte do grupo de pessoas que tiveram entes queridos assassinados por Wolverine.
Fim da história.


Foi um final muito bom!
A história toda utilizou-se de uma estratégia que pode ser chamada de "trama de novela", que também foi utilizada recentemente na tão comentada novela "Avenida Brasil".
Um personagem foi escolhido (neste caso, Wolverine) e toda a história da obra deu aos leitores motivos para odiá-lo, achar que merecia cada ponto de todo o sofrimento. Tudo isso virou pura enrolação, volumes e mais volumes de historias complementando e justificando o ódio pelo personagem. E, quando chega ao final da historia, é revelado que o maior prejudicado por seus defeitos é o próprio personagem, causando assim pena pelo personagem, e um contraste de sentimentos do leitor que só poderia ser manipulado por um exímio escritor/roteirista.
Uma salva de palmas á João Emanuel Carneiro Jason Aaron por saber arquitetar tão bem a "trama de novela".

Voltando á "Vingança de Wolverine", é totalmente certo dizer que qualquer história possui alguns personagens desnecessários que não fariam falta nenhuma á trama. Alguns dos personagens membros d'A Mão Direita Escarlate se mostraram bem inúteis a história, pois apareceram somente para ajudar a moldar a raiva que deveríamos sentir de Logan.
Mas uma injustiça foi cometida pela grande massa de leitores dessa revista. A injustiça é relacionada ao personagem abaixo:


Sim, este garoto jovem ( de 13 anos ou menos de idade) com feições faciais parecidas com a do personagem Walt, do seriado Lost, foi responsável por alvoroço de boa parte dos fãs da revista Wolverine e também vítima de uma tremenda injustiça.
Antes, a história dele:
O garoto (que chamarei de Walt daqui em diante só para dar nome aos bois) nunca chegou a conhecer o próprio pai, sendo que a única pessoa que conhecia, amava e respeitava era sua mãe. Sua mãe, enfermeira, foi assassinada por Wolverine enquanto tentava ajudá-lo após resgatá-lo totalmente ferido.
Walt, assim, teve dentro de si despertado o desejo de vingança e não demorou muito para se unir á Mão Direita Escarlate.
Ao final da história, Walt e toda a organização morreram, e foi mostrado a chegada dos membros da organização no inferno. Enquanto os outros membros encontravam por lá seus entes queridos assassinados anteriormente, Walt permanece sozinho, chamando por sua mãe, sem obter resposta.


A injustiça foi a seguinte: Muitos dos leitores disseram que foi desnecessário a apresentação deste personagem. Disseram que, como a revista era a finalização de toda a história, o padrão de apresentar mais um membro "d'A Mão" deveria ter sido dispensado,e o foco seria jogado para a reação de Logan quando descobrisse que suas cinco últimas vítimas eram seus filhos.
Realmente, essa revolta dos fãs foi infundada, sem razão, e totalmente errada. Claro que Walt foi um personagem necessário.
É certo que não foi necessário para a trama, e nem necessário para complementar o ódio por Logan (Pois já houveram outros personagens com este papel), mas foi certamente necessário para concluir a vontade de Jason Aaron (o roteirista da história).

Digamos que Aaron quisesse dar um final "He-Man" a história, digamos que ele quisesse que toda a carnificina e drama de Logan tivesse uma função além de nos divertir. Digamos que Aaron quisesse deixar uma lição após tudo aquilo, a famosa "moral da história".
Ele quis provar que , citando Seu Madruga, a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena. Os outros personagens encontraram seus entes queridos e, com eles, a felicidade, pois desde jovens estavam presos a esse sentimento de vingança. Para os outros, estar perto dos entes queridos foi um estouro de felicidade.
Os tais entes queridos também não foram boas pessoas quando vivos. Alcoólatras, assassinos, ladrões e outros seres vingativos...de forma que os membros d'A Mão Direita Escarlate só poderiam encontrá-los novamente no inferno, ou em qualquer outro lugar para onde vão os "maus elementos".
Mas Walt, criança que perdeu uma mãe trabalhadora que vivia para salvar a vida dos outros, chegou até lá e não encontrou sua mãe. Tentou alcançar seu objetivo da mesma forma que os outros, mas não conseguiu, pois eram circunstâncias diferentes.
A mãe de Walt era uma boa pessoa, nunca que uma vingança maldosa iria o aproximar dela.
Toda essa filosofia e lição de vida sobre "buscar o certo da maneira errada" foi dada pela simples história do órfão Walt e sua relação com Logan.
E ainda dizem que o personagem foi desnecessário...


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Entrevista - Paulão MG (Banda Marília Gabriela)

Uma das melhores bandas de rock nacional que está fazendo sucesso agora é a banda Marília Gabriela, formada por Paulão MG, Levi Jota, Fredão e Jão Travassos. Com seu rock pesado e "sem compromisso", eles são donos de uma das bandas mais queridas da utilidade, embora poucas músicas sejam conhecidas e nenhum CD tenha sido lançado. É certo que o caminho que eles tem a andar ainda é comprido.
Outro detalhe que torna a banda ótima são as letras, muito bem escritas.
Pra esclarecer detalhes e nos infiltrarmos um pouco mais na vida da banda e de seus integrantes, a seguir vai uma entrevista que fiz com Paulão MG, vocalista e compositor da banda.

01- Primeiramente, agradeço pela oportunidade de entrevistá-lo.
Paulão MG - Fala aí, Rapha. Tamo junto, mano. Aqui quem vos fala é o Paulão MG, vocalista. Vamos Nessa!

02 - Como este blog é centrado em escritas, tenho o dever de questionar sobre as letras da banda. Quem as escreve?
Paulão MG - Eu mesmo. Pode adicionar no Facebook porque eu adoro fazer amigos. (risos)

03 - Vocês tem letras, em sua maioria, românticas ou relacionadas ao amor de alguma forma. Porém, tem uma musicalidade forte,parecida com o punk rock. Misturando essas duas vibes vocês criam um som original e próprio. Como explicam isso e qual gênero musical dentro do rock (ou qualquer outro estilo) vocês acham que se encaixam?
Paulão MG - Cara, a gente compõe sobre o que acontece a nossa volta. Então, as estórias que você identifica nas canções ou aconteceram comigo, com alguém da banda ou com alguém bem próximo da banda. Talvez por isso a temática "relacionamento" seja tão abordada. A musicalidade é um pouco da influência de cada um, então viaja pelos caminhos mais loucos que vão do grunge do Nirvana, até o punk dos Ramones passando pela explosão do Foo Fighters e Raimundos, com uma pitada de Beatles, Stones, Sabbath...etc.

04 - Vocês são uma das poucas bandas de rock nacional atual que tem aprovação de quase todo o público. Como se sentem com isso?
Paulão MG - Acho legal, mano. Quando você apresenta uma gata nova pros amigos, você quer que os caras gostem dela, isso facilita a relação, então acho que o sentimento é o mesmo. Mas se os caras não gostarem, foda-se! Você iria continuar com ela porque ela é gata, porra! (risos)

05 - Em suas letras podem ser encontradas bastante gírias, e muito artistas evitam usar gírias em suas músicas. Por que resolveram usar gírias? Tentativa de "falar a linguagem do público"?
Paulão MG - Nunca fizemos essa análise de mercado. A intenção é fazer rock e se divertir. Esse é o nosso jeito de falar. Se você estiver numa reunião da banda ou num churras com a gente, você vai ver que a gíria faz parte. Ainda mais quando se tem um baiano na banda! Aí você tem uma enciclopédia das mais malucas gírias do mundo. (risos.) "Eu to ligado que tu tá ligado de qualé de merma" - essa é uma. (risos, muitos risos).


06 - Não consegui encontrar significado de algumas gírias. O que seriam "DR", "guasca" e "tarugo" ?
Paulão MG - DR vem de "discutir a relação"!! Guasca e tarugo são interpretativos, cada um compra o que quiser, dependendo do que estiver sentindo no momento.

07 - Muitas de suas letras falam de um cara que foi "chutado" ou rejeitado pela namorada. Alguma experiência própria que resultou nessas letras?
Paulão MG - Sim, claro! Todos já passamos por uma experiência de término de namoro e tal, então talvez não seja explícito e direcionado para uma relação específica, mas, certamente, tem elementos de várias relações ali. E outras são direcionadas mesmo. (risos).

08 - Não posso evitar o clichê: Quando surgem as ideias para as músicas.
Paulão MG - Isso varia. Já rolou no carro, viajando, hotel...Mas na maioria das vezes é em casa que as ideias surgem.

09 - As letras são criadas em conjunto com a melodia ou vem uma antes da outra?
Paulão MG - Não existe uma fórmula. Compor é magico, é sobrenatural. Ás vezes você acorda com um refrão inteiro na cabeça. Letra, melodia, harmonia...tudo! Ás vezes vem primeiro a harmonia e você coloca a letra, ás vezes o que vem primeiro é a letra. Então não tem uma sequência lógica.

10 - E os CDs? Quando saem?
Paulão MG - A gente tá com um EP aí na fase final de Mix. E tá demorando tanto que os caras devem estar caprichando muuuito. (risos) Mas deve sair ainda esse mês.

11 - Vocês não exitam ou tem "frescurinha" antes de colocar algum palavrão na letra?
Paulão MG - Não. Todo mundo fala palavrão. Só que a sociedade nos impões alguns filtros. Nós usamos o nosso pra passar um café e depois jogamos fora. (risos)

12 - A música de vocês que até agora fez mais sucesso foi "Que se Foda". Por que acham que essa foi a favorita do público em geral?
Paulão MG - Ela foi lançada primeiro, foi o primeiro single, talvez pela forma direta como ela atinge,talvez pela temática mais abrangente, sei lá...

13 - Algumas de suas letras são um tanto quanto engraçadas, como "Não Quero Mais Apanhar", "Eu me Entreguei ao Álcool", "O meu amor" e "Quer me foder, me beija". Muitas outras bandas tem letras cômicas, como Ultraje a Rigor, Mamonas Assassinas e Massacration, provando que é uma estratégia boa para atrair fãs. Por que inserem estas piadas nas letras?
Paulão MG - Essa é a vertente que eu mais gosto de compor. Acho que desde o Ultraje mesmo, que é uma influência direta. Na época dos Mamonas eu tinha uma banda e a gente já fazia letras com essas temáticas voltadas pro humor.

14 - O clipe de "Que se Foda" tem participação especial do Egypcio da banda Tihuana. Como foi isso?
Paulão MG - Foi muito massa! Temos um amigo em comum que nos apresentou, fizemos um show juntos no interior de SP, foi muito foda. O cara é muito massa! Doidão igual a gente, sem frescura, foi comer hot dog na esquina com a gente. Aí rolou uma química natural! Na época, estávamos gravando as canções desse EP e convidamos o Egypcio pra fazer uma participação. Ele aceitou, amarradão, e fizemos "Que se Foda". O cara virou brother, parceiro e quinto elemento.

15 - Algum show em vista? Onde? Quando? Os fãs estão sedentos por informações.
Paulão MG - Já fechamos com um escritório de vendas muito massa que é a "Show Premium", já estamos ensaiando o show, as músicas estão rolando por aí. Logo logo tem novidade lá na page da banda, no site, no Palco MP3, no soundcloud...a gente tem tudo isso aí! (risos).

16 - E, pra terminar, não pode faltar essa pergunta: Por que o nome da banda é Marília Gabriela?
Paulão MG - Porque William Bonner já tinha. (risos). Não, sério. Foi uma homenagem a gatinha do Levi (guitarrista) que se chama Gabriela e a calopsita do Jão (batera) que se chama Marília!!


O blog Literatura do Guimarães agradece á entrevista.
Site da banda 
Canal da banda
Page da banda

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

16 anos sem Renato Russo.



Infelizmente, os bons morrem jovens. Prova disso é a data de hoje.
Hoje completam-se dezesseis anos que Renato Russo deixou nosso mundo, e não é só por hoje que sentimos saudades, pois está claro que nenhuma data é tão feliz e inteligente quanto a época em que Renato estava entre nós.
Até mesmo em 1965, quando o trovador solitário tinha apenas cinco anos de idade, o ar era mais puro com a sabedoria em desenvolvimento do pequeno Renato Manfredini.
Com sua música urbana inteligente e sua dança chamativa, Renato criou uma imagem original que seria capaz de definir a mais bela comédia romântica e até os problemas da grande metrópole da central do Brasil.
Infelizmente, Renato se foi e deixou uma geração de fãs ao adquirir AIDS, talvez por ser um dado viciado ou por suas constantes relações com meninos e meninas. E QUANTOS meninos e meninas.
Renato conquistou Maurício, Clarisse, Leila, Mariane, Natália, Eduardo e Mônica, sem mencionar pais e filhos que cantam suas canções inspiradoras, que inspiram o mais genial dos artistas a pintar quadros com giz e o mais sábio matemático a resolver complexos teoremas.
O Renato se foi, e é impossível saber onde ele está... se está na Rússia, em Angra dos Reis ou na via láctea. Mas em qualquer lugar que ele esteja, sei que é um pais mais sábio com canções capazes de nos elevar a montanhas mágicas. Que país é esse? Quero ir até lá, e me divertir com Renato e os anjos que estão perdidos no espaço da sabedoria do soldado que morreu com honra.
O importante é que eu sei que quando o Sol bater na janela do meu quarto, o caminho é ouvir as canções de Renato que, com sua perfeição, conseguia definir quase sem querer todos os sentimentos humanos.
Essa será sempre a resposta para tudo.

E uma carta para todos que estão lendo este texto: Ouçam Faroeste Caboclo e Metal Contra as Nuvens, pois embora sejam músicas grandes, garanto que ouvir sua poesia não é nenhum tempo perdido.